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Dólar sobe e bolsa fecha estável; recuo do petróleo pesa sobre a Petrobras

Publicado 03/08/2026 • 17:22 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Ibovespa fechou estável, aos 178.000,24 pontos, com volume financeiro de R$ 15,9 bilhões.
  • Dólar à vista avançou 0,33%, a R$ 5,0870, pressionado pela fraqueza das commodities e pela expectativa de novo corte da Selic.
  • Brent caiu 4,73%, a US$ 83,77, e WTI perdeu 5,11%, a US$ 80,34, após sinais de avanço diplomático entre Estados Unidos e Irã.

O mercado brasileiro abriu agosto com movimentos distintos nesta segunda-feira (3). O Ibovespa fechou praticamente estável, pressionado principalmente por Petrobras e Vale, enquanto o dólar avançou diante do real. No exterior, o petróleo despencou com a expectativa de avanço nas negociações entre Estados Unidos e Irã.

O principal índice da bolsa brasileira encerrou aos 178.000,24 pontos, após oscilar entre a mínima de 176.783,14 pontos e a máxima de 178.556,60 pontos. O volume financeiro somou R$ 15,9 bilhões.

Já o dólar à vista avançou 0,33%, a R$ 5,0870, após variar entre R$ 5,0535 e R$ 5,0920.

No mercado de petróleo, o Brent para outubro caiu 4,73%, a US$ 83,77 por barril, na ICE. O WTI para setembro recuou 5,11%, a US$ 80,34 por barril, na Nymex.

Leia também: Ouro recua com avanço do dólar e cautela sobre possível acordo entre EUA e Irã

Petróleo despenca com expectativa de acordo

O petróleo registrou forte queda depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, suspendeu um novo ataque ao Irã durante o fim de semana e voltou a afirmar que negociações com Teerã estão em andamento.

Trump disse que as conversas estão “evoluindo muito bem” e afirmou que a primeira etapa envolve a reabertura do Estreito de Ormuz, rota fundamental para o transporte mundial de petróleo.

O Irã, por outro lado, negou que esteja negociando diretamente com os Estados Unidos. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmail Baghaei, afirmou que as discussões em andamento com Omã tratam de uma solução temporária para garantir a segurança das embarcações pelo estreito.

Ainda assim, a perspectiva de melhora no fluxo de navios reduziu o prêmio de risco embutido nos preços da commodity.

Petrobras pesa, mas maioria das ações sobe

A forte queda do petróleo pressionou as ações da Petrobras e impediu que o desempenho mais positivo de outros setores aparecesse com maior intensidade no Ibovespa.

Em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, Felipe Corleta, sócio da Brazil Wealth, afirmou que a maior parte das ações do índice operou em alta, apesar da estabilidade do Ibovespa.

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“Vale e Petrobras têm um peso muito grande na composição do índice”, afirmou. Segundo Corleta, a estatal acompanhou diretamente a queda do petróleo provocada pela melhora das expectativas em relação ao Oriente Médio.

O analista destacou que índices ligados aos setores imobiliário, financeiro, de consumo e de serviços públicos tiveram desempenho positivo. A composição do Ibovespa, porém, concentra peso elevado em bancos e exportadoras de commodities, o que limitou o avanço do índice nesta segunda-feira.

Leia também: Petrobras encontra nova reserva de gás em águas profundas da Colômbia

Dólar sobe com fraqueza das commodities

No câmbio, porém, a queda das commodities teve efeito contrário. O dólar avançou 0,33%, a R$ 5,0870, com o real pressionado pelo recuo do petróleo e do minério de ferro.

Moedas de países exportadores de matérias-primas tendem a perder suporte quando os preços desses produtos caem, diante da perspectiva de menor entrada de recursos provenientes das exportações.

A expectativa de novos cortes da Selic também pesou sobre o real. Juros menores reduzem a diferença entre as taxas brasileiras e as praticadas em outros países, diminuindo a atratividade das aplicações locais para investidores estrangeiros.

No exterior, o dólar ficou praticamente estável. O índice DXY avançava 0,02%, aos 99,934 pontos. O euro recuava 0,16%, a US$ 1,1510, enquanto a libra caía 0,36%, a US$ 1,3432.

Juros futuros recuam antes do Copom

Outro destaque da sessão foi a queda dos juros futuros. Corleta chamou atenção para os contratos com vencimento em 2029, que recuaram para menos de 14%, patamar que, segundo ele, não era observado havia meses.

O mercado trabalha com a expectativa de novo corte da Selic na reunião do Copom desta quarta-feira. A queda do petróleo contribuiu para aliviar as projeções de inflação e reforçou as apostas de continuidade do ciclo de redução dos juros.

Segundo Corleta, investidores já discutem a possibilidade de uma nova redução em setembro e de cortes adicionais até o fim do ano.

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