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Dólar cai 1,2% e fecha abaixo de R$ 5,70; Ibovespa B3 dispara
Publicado 14/02/2025 • 17:06 | Atualizado há 1 ano
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Publicado 14/02/2025 • 17:06 | Atualizado há 1 ano
KEY POINTS
O dólar fechou em forte queda nesta sexta-feira (14). O movimento ainda é reflexo da queda inesperada nas vendas do varejo dos Estados Unidos, que elevou as apostas de corte nos juros americanos neste ano, num contexto de permanência dos juros altos no Brasil.
No fechamento, o dólar à vista recuou 1,26%, para R$ 5,6956, menor nível desde 7 de novembro.
Na ponta oposta, o Ibovespa B3 subiu 2,70% nesta sexta-feira.
Os temores em torno do tarifaço do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e crescentes incertezas sobre os rumos da economia do México, que pode também ser afetada pelas deportações em massa e pelas renegociações do tratado comercial com os vizinhos do Norte, devem fazer com que investidores globais repensem alocações de capital no país.
A dúvida é se o Brasil vai se beneficiar desse fluxo, com temores sobre a situação fiscal do País, que também vem sendo alvo da política comercial da Casa Branca, como no caso das tarifas ao aço, alumínio e etanol, embora com menor impacto até agora que no México.
De acordo com Tiago Feitosa, CEO da T2, a queda na popularidade do presidente Lula, revelada pela pesquisa do Datafolha, gerou um impacto direto no mercado financeiro, com reações positivas. “O mercado gostou da notícia”, afirmou, apontando para a queda do dólar para R$ 5,69 e para a alta de 2,70% do Ibovespa B3.
O CEO falou que essa diminuição na aprovação de Lula foi interpretada pelo mercado como um sinal de que o governo precisaria adotar medidas mais rigorosas em relação à responsabilidade fiscal. “O mercado leu como positiva a pesquisa do Datafolha, a menor popularidade do presidente Lula, considerando todos os mandatos”, disse Feitosa.
Feitosa também comentou que a queda na popularidade de Lula poderia impulsionar mudanças no governo e ajustes nas políticas econômicas, o que seria visto com bons olhos pelo mercado. “O mercado não tem ideologia, o mercado é pragmático”, disse. “Por mais que a gente pense em responsabilidade social, não se pode fazer responsabilidade social sem responsabilidade fiscal.”
Ele afirmou ainda que o mercado acredita que, com a queda de popularidade, o governo pode ser forçado a “mudar o rumo da condução das políticas econômicas”, o que seria um movimento positivo para restaurar a confiança e promover o crescimento econômico no país.
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