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Dólar recua com dados fracos nos EUA e ata do Copom reforça perspectiva de Selic
Publicado 25/03/2025 • 18:14 | Atualizado há 1 ano
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Publicado 25/03/2025 • 18:14 | Atualizado há 1 ano
KEY POINTS
J. Souza/Ato Press/Estadão Conteúdo
Dólar fecha em forte alta influenciado por conflito no Oriente Médio e novidades no Caso Master
O dólar apresentou queda firme na sessão desta terça-feira (25) e até esboçou fechar abaixo R$ 5,70 em dia marcado por recuo da moeda americana no exterior, após dados mais fracos da economia dos EUA. O real apresentou, ao lado dos pesos chileno e colombiano, o melhor desempenho entre as principais moedas globais, em meio a relatos de fluxo estrangeiro para ações domésticas e ao tom duro da ata do Comitê de Política Monetária (Copom), com aceno à continuidade do aperto monetário.
“A ata demonstra que o ciclo de alta não está completo. A Selic deve ir para cerca de 15% e rodar nesse nível por bastante tempo”, afirma o gestor de macro da Az Quest, Gustavo Menezes. “Isso garante um período relevante de diferencial de juros expressivo, o que dá sustentação ao real”.
Com mínima a R$ 5,6729, o dólar à vista terminou o dia cotado a R$ 5,7092, em queda de 0,75%, interrompendo uma sequência de três pregões de alta, em que havia acumulado valorização de 1,85%.
Em março, a moeda apresenta recuo de 3,50%, o que leva a uma desvalorização de 7,62% no ano.
Na ata, o Copom afirma que optou por três sinalizações a respeito da condução da política monetária. Em primeiro lugar, dada a desancoragem das expectativas de inflação, julgou “apropriado indicar que o ciclo não está encerrado”.
Em razão da defasagem do aperto monetário, indicou que a próxima alta da Selic não será de 1 ponto porcentual e, por último, afirmou que a magnitude do ciclo será “ditada pelo firme compromisso de convergência da inflação à meta”.
“A ata teve um tom mais duro do que o adotado no comunicado da decisão e permite a interpretação de que pode haver restrição monetária por mais tempo”, afirma o diretor de Pesquisa Econômica do Banco Pine, Cristiano Oliveira, que projeta Selic em 14,75% no fim do ciclo, com alta de 75 pontos em maio, mas ressalta que pode revisar seu cenário para incorporar nova elevação em junho.
Termômetro do comportamento do dólar em relação a uma cesta de seis divisas fortes, o índice DXY operou em leve queda e chegou a furar o piso de 104,000 pontos na mínima, aos 103,944 pontos. Os retornos dos Treasuries recuaram, com o yield da T-note de 2 anos furando o piso de 4% nas mínimas do dia.
Entre os indicadores americanos, o índice de confiança do consumidor, medido pelo Conference Board, caiu de 98,3 em fevereiro para 92,9 e março, enquanto analistas previam recuo para 94,5. Já as vendas de moradias novas subiram de 1,8% na passagem de janeiro a fevereiro, aquém do previsto (3%).
Ferramenta de monitoramento do CME Group mostra praticamente chances idênticas, ao redor de 30%, de redução acumulada de 50 pontos-base ou 75 pontos da taxa básica americana pelo Federal Reserve neste ano. Há dúvidas sobre o impacto que política protecionista de Donald Trump – cujo próximo capítulo é o anúncio de tarifas recíprocas no próximo dia 2 de abril, – terá sobre a atividade e a inflação nos EUA.
“As taxas dos Treasuries caíram com os dados americanos mais fracos, o que animou as moedas emergentes. Por aqui, a ata do Copom foi consistente com a expectativa do mercado de mais aumentos de juros nas próximas reuniões, com a Selic finalizando o ciclo perto de 15% ou 15,50%”, afirma o head da Tesouraria do Travelex Bank, Marcos Weigt.
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