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Ibovespa B3 estende sequência histórica, sobe quase 4 mil pontos e quebra novo recorde; dólar tem forte queda

Publicado 22/01/2026 • 18:24 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • O Ibovespa B3 viveu mais um dia de alta nesta quinta-feira (22), aprofundando o rali observado ao longo da semana e avançando +2,20%, aos 175.589,35 pontos.
  • O índice renovou novamente os recordes intradiário e de fechamento, com alta de quase 4 mil pontos no dia, mantendo uma trajetória consistente de valorização e consolidando um dos melhores momentos da Bolsa brasileira em anos.
  • No câmbio, o dólar recuou 0,67%, cotado a R$ 5,28, atingindo os menores níveis desde dezembro.

O Ibovespa B3 viveu mais um dia de alta nesta quinta-feira (22), aprofundando o rali observado ao longo da semana e avançando +2,20%, aos 175.589,35 pontos.

O índice renovou novamente os recordes intradiário e de fechamento, com alta de quase 4 mil pontos no dia, mantendo uma trajetória consistente de valorização e consolidando um dos melhores momentos da Bolsa brasileira em anos.

Durante o pregão, o Ibovespa B3 chegou a atingir os 177.741,56 pontos, por volta das 12h39, marcando uma nova máxima histórica intradiária. Mesmo com uma realização parcial na segunda metade do dia, o índice manteve fôlego suficiente para encerrar novamente em nível recorde, confirmando a força compradora e o apetite por risco.

O movimento segue fortemente sustentado pela entrada expressiva de capital estrangeiro, pela queda dos juros globais e por um ambiente externo mais favorável, após declarações mais brandas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em relação à Groenlândia e à União Europeia.

O alívio das tensões geopolíticas trouxe maior conforto ao investidor internacional e reforçou o movimento de realocação de recursos para mercados emergentes.

Segundo Josias Bento, especialista em investimentos e sócio da GT Capital, o fluxo externo tem sido determinante para a sequência de altas da Bolsa brasileira.

“O Ibovespa B3 acompanha mais um dia de alta muito apoiado pela entrada de capital estrangeiro e por uma maior tomada de risco do investidor internacional, apos falas mais brandas de Donald Trump sobre a Groenlandia e a Uniao Europeia, que trouxeram um folego maior para o mercado brasileiro”, avalia.

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O analista destaca que o cenário global de queda de juros cria um ambiente estruturalmente positivo para ativos de risco.

“Com o mundo praticamente inteiro caminhando para uma tendencia de queda de juros, isso favorece os ativos de risco. Acredito que a Bolsa brasileira tende a ter um 2026 bastante prospero”, acrescenta.

Na mesma linha, a economista-chefe da Galapagos Capital, Tatiana Pinheiro, avalia que grande parte da volatilidade recente segue diretamente ligada aos movimentos e declarações do governo americano, mas que o Brasil tem conseguido se beneficiar desse ambiente.

“Uma grande parte da volatilidade desde o inicio do ano vem dessa tensao geopolitica criada pelos Estados Unidos. Tarifas, ameacas e disputas diplomaticas elevam a incerteza global, mas ao mesmo tempo provocam um deslocamento de capital para mercados emergentes que oferecem retorno e diversificacao”, afirma.

Tatiana destaca que, mesmo em um ambiente global ainda instável, o Brasil aparece como destino natural desses recursos.

“O Brasil acaba se beneficiando porque ainda existe apetite por risco no mercado mundial. Esse capital busca paises com diferencial de juros elevado, exposicao a commodities e perspectiva de crescimento, e o Brasil reune todos esses fatores”, explica.

No pregão desta quinta-feira, o movimento de alta foi amplo, com destaque para bancos, Petrobras, Vale e o setor de educação, que voltou a liderar os ganhos. Cogna (COGN3) subiu 7,16%, refletindo o alívio na curva de juros e a melhora das perspectivas para empresas mais sensíveis ao crédito. Itaúsa (ITSA4) avançou 3,77%, enquanto Vale (VALE3) ganhou 0,79%, apoiada pelo bom desempenho das commodities.

Mesmo com a queda do petróleo no mercado internacional, a Petrobras conseguiu sustentar desempenho resiliente, encerrando próxima da estabilidade. O papel segue no radar do investidor estrangeiro, sustentado por forte geração de caixa e pelo anúncio de dividendos relevantes.

“Mesmo com a commodity em queda, a Petrobras continua altamente lucrativa, com margens robustas e forte geracao de caixa, o que chama a atencao do investidor internacional”, destaca Josias Bento.

Para Tatiana Pinheiro, da Galapagos Capital, o desempenho da Bolsa brasileira também está ligado a uma leitura mais estrutural do mercado.

“Quando o investidor estrangeiro decide aumentar exposicao ao Brasil, ele tende a entrar primeiro nas empresas mais liquidas e representativas do indice, como Vale, bancos e Petrobras. Isso ajuda a sustentar o Ibovespa B3 mesmo em dias de maior volatilidade externa”, afirma.

Dólar tem forte alta e encerra em menor nível desde dezembro

No câmbio, o dólar recuou 0,67%, cotado a R$ 5,28, atingindo os menores níveis desde dezembro. A desvalorização da moeda americana reflete o alívio no cenário externo, dados mais fracos de inflação nos Estados Unidos e a expectativa de maior espaço para cortes de juros lá fora, movimento que pressiona a curva de juros brasileira para baixo.

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