CNBC

CNBCTrump ataca líderes e aliados em Davos: veja quem entrou na mira

Bolsa de Valores

Ibovespa B3 segue sequência histórica e bate 180 mil pontos

Publicado 23/01/2026 • 18:12 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • O Ibovespa B3 teve nova alta nesta sexta-feira (23) e renovou tanto o recorde intradiário quanto o de fechamento
  • O índice avançou 1,86%, aos 178.858,54 pontos, com ganho superior a 3,2 mil pontos no dia.
  • Durante a sessão, o termômetro da Bolsa brasileira chegou à máxima histórica de 180.532,28 pontos, às 17h25, reforçando o momento excepcional vivido pelo mercado acionário local.
Ibovespa B3

Quote Inspector

Ibovespa B3

O Ibovespa B3 teve nova alta nesta sexta-feira (23) e renovou tanto o recorde intradiário quanto o de fechamento, consolidando mais um pregão de forte apetite ao risco. O índice avançou 1,86%, aos 178.858,54 pontos, com ganho superior a 3,2 mil pontos no dia.

Durante a sessão, o termômetro da Bolsa brasileira chegou à máxima histórica de 180.532,28 pontos, às 17h25, reforçando o momento excepcional vivido pelo mercado acionário local.

O desempenho foi sustentado pelo fluxo comprador consistente, pela queda dos prêmios de risco e pela continuidade do movimento de realocação para ativos brasileiros, em meio a um cenário externo ainda volátil.

As blue chips tiveram papel central na alta, com destaque para Petrobras, Banco do Brasil, Ambev e Itaúsa, que figuraram entre os papéis mais negociados do dia. A valorização desses nomes ajudou a manter o índice firme acima dos níveis recordes até o encerramento do pregão.

Leia mais:
Ouro renova recorde e se aproxima de US$ 5 mil; prata também alcança nova máxima
Bolsas da Europa fecham em queda com cautela sobre relação com EUA

Entre as maiores altas, o mercado voltou a observar movimentos expressivos em ações de menor liquidez, como PDG Realty, Celesc e Cemepe, enquanto Braskem também teve um dia de forte recuperação. Na ponta negativa, Recrusul voltou a aparecer entre as maiores quedas, ao lado de MRS Logística, Mangels e CEED, em um pregão marcado por maior seletividade dos investidores.

No mercado de juros, a curva futura operou de lado, com viés levemente altista, refletindo a alta marginal do dólar frente ao real e uma agenda econômica mais esvaziada. Pela manhã, os contratos de DI para janeiro de 2027, 2029 e 2031 mostravam oscilações moderadas, enquanto a queda dos Treasuries longos nos Estados Unidos atuava como contraponto, limitando movimentos mais intensos na curva local.

Já o dólar fechou praticamente estável, com leve alta de 0,05%, negociado a R$ 5,287 na venda. A moeda norte-americana oscilou pouco ao longo do dia, com máxima de R$ 5,305 e mínima de R$ 5,274, refletindo um equilíbrio entre o fortalecimento global do dólar e o forte ingresso de recursos no mercado brasileiro, impulsionado pelos recordes consecutivos do Ibovespa B3 e pelo elevado diferencial de juros no país.

Fluxo estrangeiro e commodities explicam rali

Na avaliação de Christian Iarussi, economista, especialista em investimentos e sócio da The Hill Capital, o novo avanço do Ibovespa B3 está diretamente ligado à combinação entre a valorização das commodities e a continuidade do fluxo estrangeiro para a B3, mesmo em um ambiente de maior cautela nos mercados globais.

Segundo ele, a alta do petróleo, impulsionada pelas declarações do presidente americano Donald Trump sobre o Irã e pelo aumento das tensões geopolíticas no Oriente Médio, favorece ações do setor de energia, enquanto a valorização do minério de ferro na Ásia sustenta os papéis ligados à mineração.

“Esse cenário, aliado ao fato de a bolsa brasileira ainda negociar a múltiplos baixos, mantém o apetite do investidor estrangeiro e permite que o Ibovespa B3 volte a se aproximar de máximas históricas”, afirma Iarussi.

O economista destaca ainda que esse movimento ocorre em contraste com Wall Street, onde os índices operam com viés negativo diante de dados de atividade mais fracos, incertezas sobre a política monetária e o ambiente político nos EUA.

No câmbio e nos juros, Iarussi observa um quadro de maior estabilidade, com o dólar andando de lado, sustentado pelo carry trade atrativo, e a curva de juros em compasso de espera pela chamada Super Quarta. “A expectativa é de manutenção da Selic em 15%, com um discurso cauteloso do Copom, e início dos cortes apenas a partir de março.

Nos EUA, o Fed também deve manter os juros, o que ajuda a explicar um mercado global mais defensivo, enquanto o Brasil segue relativamente descolado no curto prazo”, conclui.

📌 ONDE ASSISTIR AO MAIOR CANAL DE NEGÓCIOS DO MUNDO NO BRASIL:


🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais

🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562

🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube

🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings

Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no

MAIS EM Bolsa de Valores

;