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Ibovespa cai 0,27% com Petrobras e fecha semana em baixa; dólar recua a R$ 5,18 com alívio do petróleo

Publicado 25/09/2026 • 18:02 | Atualizado há 23 minutos

KEY POINTS

  • Ibovespa recuou 0,27%, aos 183.476,86 pontos, com volume financeiro de R$ 15,5 bilhões; na semana, o índice perdeu 0,95%.
  • Queda do petróleo pressionou Petrobras e distribuidoras de combustíveis, enquanto o IPCA-15 avançou 0,70% em setembro, acima dos 0,53% esperados pelo mercado.
  • Dólar caiu 0,23%, a R$ 5,1817, com recuo da moeda americana no exterior e dos Treasuries, mas acumulou alta de 0,73% na semana.

O Ibovespa fechou em queda nesta sexta-feira (25), pressionado principalmente pelas ações ligadas ao petróleo, em uma sessão também marcada pela divulgação de uma prévia de inflação acima do esperado e pela cautela dos investidores com a reta final da disputa presidencial.

O principal índice da bolsa brasileira recuou 0,27%, aos 183.476,86 pontos, depois de oscilar entre 182.151,01 e 184.214,48 pontos. O volume financeiro somou R$ 15,5 bilhões.

Na semana, o Ibovespa acumulou queda de 0,95%.

No câmbio, o dólar à vista caiu 0,23%, a R$ 5,1817, após variar entre R$ 5,1744 e R$ 5,2145. Apesar da baixa desta sexta-feira, a moeda americana avançou 0,73% na semana. Às 17h08, o contrato futuro para outubro recuava 0,24%, a R$ 5,1860.

Petróleo derruba Petrobras e pressiona índice

O Ibovespa chegou a cair com mais força durante a manhã, mas recuperou parte das perdas ao longo do dia. Ainda assim, a pressão sobre Petrobras e distribuidoras de combustíveis impediu uma virada para o campo positivo.

Em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, David Martins, diretor de investimentos da Brazil Wealth, atribuiu o movimento principalmente à queda do petróleo.

“Hoje uma leve queda no Ibovespa, puxada principalmente pela queda no petróleo”, afirmou.

A commodity recuou cerca de 2% nesta sexta-feira diante da expectativa de avanço nas negociações entre Estados Unidos e Irã. Os dois países discutem um acordo gradual que poderia incluir a reabertura do Estreito de Ormuz, importante rota para o transporte global de petróleo.

Segundo Martins, a queda afetou Petrobras e empresas de distribuição de combustíveis, que tiveram peso suficiente para manter o índice no campo negativo, apesar da melhora de outros setores.

“Grande parte dos papéis hoje subiu. A gente viu Vale próximo da estabilidade, bancos subirem, e quem puxou o Ibovespa para o resultado negativo foi Petrobras e as distribuidoras”, disse.

IPCA-15 acima do esperado limita espaço para juros

O mercado doméstico também digeriu o IPCA-15 de setembro. A prévia da inflação oficial avançou 0,70%, depois de queda de 0,40% em agosto. O resultado superou a expectativa de alta de 0,53%.

A energia elétrica esteve entre as principais pressões sobre o índice. Em 12 meses, o IPCA-15 chegou a 4,47%.

Para Martins, o resultado reduz o espaço para uma aceleração dos cortes de juros pelo Banco Central.

“É um dado que traz, de certo modo, uma preocupação quando a gente olha para o Copom e uma expectativa de queda de juros. Isso diminui a margem para uma queda mais acentuada”, afirmou.

A Selic está atualmente em 13,75% ao ano, após o Banco Central cortar a taxa em 0,25 ponto percentual na reunião da semana passada.

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Trade eleitoral perde força na reta final

A eleição continuou presente nas decisões dos investidores, mas com menos força do que nas semanas anteriores.

Martins avaliou que o movimento de alta associado às pesquisas eleitorais perdeu impulso depois que os levantamentos deixaram de mostrar mudanças mais acentuadas entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).

A pesquisa Datafolha divulgada nesta semana mostrou Lula com 40% e Flávio com 36% no primeiro turno. Em uma eventual segunda rodada, o presidente aparece com 47% e o senador com 45%, diferença dentro da margem de erro de dois pontos percentuais. A pesquisa ouviu 2.002 eleitores nos dias 22 e 23 de setembro.

“Toda aquela empolgação que nós vimos no Ibovespa acompanhando esse movimento pelo trade eleitoral […] a gente não tem visto nos últimos dias”, afirmou Martins.

Segundo o diretor da Brazil Wealth, a proximidade do primeiro turno tende agora a colocar parte dos investidores em posição de espera até que haja maior clareza sobre a composição da segunda etapa da disputa.

Caso Master também permanece em foco

O noticiário envolvendo o Banco Master também seguiu no campo de atenção dos investidores.

Nesta sexta-feira, o mercado acompanhou a divulgação de mensagens extraídas pela Polícia Federal que indicam uma relação de amizade entre Daniel Vorcaro e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Alcolumbre afirmou, por meio de nota, que conversas de caráter pessoal não indicam ilegalidade.

O episódio se soma a outros desdobramentos recentes do caso Master acompanhados pelo mercado e pela campanha presidencial. Martins mencionou que as notícias envolvendo Vorcaro e integrantes do cenário político têm feito parte do conjunto de informações monitoradas pelos investidores, embora tenha apontado a eleição e o exterior como fatores mais relevantes para a formação dos preços nos últimos pregões.

Dólar cai com petróleo e Treasuries

A queda do petróleo teve efeito diferente sobre o câmbio. Ao reduzir parte das preocupações com a inflação nos Estados Unidos, o movimento ajudou os rendimentos dos Treasuries a recuar e enfraqueceu o dólar globalmente.

O índice DXY, que mede o desempenho da moeda americana contra uma cesta de divisas, caía 0,28%, aos 101,002 pontos. O euro avançava 0,14%, a US$ 1,1394, enquanto a libra ganhava 0,24%, a US$ 1,3247.

A perspectiva de negociações entre Estados Unidos e Irã também ajudou os mercados internacionais. O Irã apresentou uma proposta que prevê a reabertura do Estreito de Ormuz em até sete dias sob determinadas condições, enquanto representantes dos dois países discutem uma possível saída gradual do conflito

No Brasil, o dólar chegou a superar R$ 5,21 durante a sessão, diante da cautela inicial com o ambiente político, mas devolveu o movimento durante a tarde e terminou a R$ 5,1817.

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