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Ibovespa cai 0,47% pressionado por petróleo, juros e cautela antes do Copom
Publicado 16/06/2026 • 17:43 | Atualizado há 3 horas
Publicado 16/06/2026 • 17:43 | Atualizado há 3 horas
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Foto: Getty Images
O Ibovespa encerrou a sessão desta terça-feira (16) em queda de 0,47%, aos 169.610, em linha com o exterior após as bolsas americanas cederem pressionadas pelo setor de tecnologia. A queda dos preços do barril de petróleo também pesou nas cotações à medida que levou consigo as ações da petroleiras nacionais, inclusive a Petrobras.
Os contratos futuros da commodity cederam mais de 5% e aprofundaram as perdas da sessão anterior após os investidores passarem a considerar a retomada das exportações iranianas da mercadoria. Com a volta do país ao mercado internacional de energia, aumentaria-se a oferta do petróleo, o que tende a baratear as cotações com o fim do conflito.
Segundo Bruno Perri, economista-chefe e sócio-fundador da Forum Investimentos, também pesam as pesquisas eleitorais que apontam para a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo ele, o mercado prevê que as contas públicas tendem a continuar bagunçadas, o que aumentaria o risco Brasil.
“Indo além, o mercado reage, na minha visão, também à alta nos vencimentos longos da curva de juros, que reage, por sua vez, às perspectivas continuidade da política fiscal pouco responsável do governo atual”, afirma.
Já Marcelo Boragini, especialista em renda variável da Davos Investimentos, também persiste a dúvida sobre o próximo passo do Banco Central. “O mercado está dividido entre a possibilidade de uma nova alta de 0,25 ponto percentual na Selic ou a manutenção da taxa em 14,75% ao ano”, explica.
Por conseguinte, as curvas de juros abriram em todos os vértices ao longo do dia. Boragini afirma que o movimento evidencia um desconforto dos investidores em relação às perspectivas para a política monetária.
“Apesar de a recente queda do petróleo contribuir para o processo de desinflação, a inflação segue pressionada. Além disso, as expectativas continuam sendo revisadas para cima e a atividade econômica permanece resiliente. Esse conjunto de fatores reforça a percepção de que o Banco Central deverá manter uma postura cautelosa”, disse.
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