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EUA e Japão confirmam intervenção conjunta no iene e sinalizam novas ações
Publicado 03/08/2026 • 07:25 | Atualizado há 3 meses
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KEY POINTS
Twenty47studio | Moment | Getty Images
The yen held firm on Tuesday as traders remained on alert to the prospect of a coordinated currency intervention by authorities in the U.S. and Japan.
O Ministério das Finanças do Japão informou nesta segunda-feira (3) que realizou, na sexta-feira, uma operação coordenada com o Tesouro dos Estados Unidos para comprar ienes. A ação conjunta, considerada rara entre os dois aliados, buscou conter as fortes oscilações da moeda japonesa.
O governo japonês sinalizou que está preparado para agir novamente caso seja necessário. O país afirmou que “não hesitará em realizar novas intervenções coordenadas no futuro” e que mantém contato próximo com o Tesouro dos Estados Unidos
A ministra das Finanças do Japão, Satsuki Katayama, também ressaltou que o país “permanece atento e em estreita comunicação com seus interlocutores no Tesouro dos Estados Unidos”.
O dólar chegou a ser negociado a 163,73 ienes na quinta-feira da semana passada. Na sexta-feira, após a intervenção, a moeda americana recuou para 157,57 ienes. Nesta segunda-feira, era negociada perto de 157,70 ienes.
A desvalorização do iene tornou-se uma preocupação crescente para o governo japonês. Recentemente, a moeda atingiu o menor nível em aproximadamente quatro décadas em relação ao dólar.
Leia também: Dólar cai 0,93% e fecha na mínima após Fed e rumores de intervenção do Japão para conter queda do iene
Segundo o Ministério das Finanças, a intervenção foi realizada “de acordo com a Declaração Conjunta dos Ministros das Finanças do Japão e dos Estados Unidos”, publicada em setembro de 2025.
A operação buscou enfrentar “a recente volatilidade excessiva e os movimentos desordenados do iene”, acrescentou a pasta.
O Ministério também anunciou que pretende utilizar, futuramente, a linha de recompra para autoridades monetárias estrangeiras e internacionais do Federal Reserve, conhecida como FIMA Repo Facility.
O mecanismo permite que bancos centrais e autoridades monetárias estrangeiras autorizadas obtenham liquidez de curto prazo em dólares, utilizando temporariamente títulos do Tesouro dos Estados Unidos como garantia.
O secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, também confirmou a operação coordenada.
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Siga o Times | CNBC“As ações coordenadas no mercado de câmbio na sexta-feira combateram movimentos desordenados do iene”, afirmou Bessent em comunicado.
“O Tesouro permanece atento e em estreita comunicação com nossos interlocutores no Ministério das Finanças e no Banco do Japão. Não hesitaremos em participar de novas intervenções conjuntas”, acrescentou.
Bessent também manifestou apoio à orientação mais ampla da política econômica japonesa. Segundo ele, os Estados Unidos “apoiam firmemente as medidas decisivas adotadas pelo Japão nos mercados e na política monetária para corrigir a acentuada subvalorização do iene”.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, já havia afirmado que o país participou da intervenção coordenada da semana passada para apoiar o iene, em gesto de apoio ao Japão e em defesa da estabilidade econômica global.
“Eles precisavam de um pouco de ajuda, e estamos sempre ao lado do Japão”, disse Trump a jornalistas a bordo do Air Force One no domingo, citando a “boa relação” entre os dois aliados.
“Mais do que qualquer outra coisa, foi um sinal de amizade”, acrescentou.
Robin Brooks, pesquisador sênior do Peterson Institute for International Economics, avaliou que a intervenção coordenada pode acabar enfraquecendo, em vez de fortalecer, a confiança no iene.
Em publicação na plataforma Substack, Brooks afirmou que, caso Washington tenha vendido euros, em vez de dólares, para comprar ienes, os investidores podem concluir que as autoridades americanas tentaram evitar que o Japão precisasse de vender títulos do Tesouro dos Estados Unidos para financiar a intervenção.
As informações de que os Estados Unidos teriam vendido euros, e não dólares, surpreenderam o mercado. Tradicionalmente, operações cambiais coordenadas são financiadas com ativos denominados na moeda americana.
“Esse tipo de mudança, na minha opinião, reduz a eficácia da participação dos Estados Unidos, porque inevitavelmente fará o mercado questionar por que o país não financiou a compra de ienes diretamente com dólares”, afirmou Brooks.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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