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Ibovespa dispara 3% e fecha aos 185 mil pontos com Petrobras, Vale e corrida eleitoral rumo ao Planalto

Publicado 02/09/2026 • 18:20 | Atualizado há 9 minutos

KEY POINTS

  • Ibovespa avançou 3,05%, aos 185.205,09 pontos, após oscilar entre 179.733,57 e 186.028,06 pontos.
  • Bancos, Petrobras e Vale subiram em bloco, enquanto ações mais sensíveis aos juros também tiveram fortes ganhos.
  • Pesquisa mostrou empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno e reforçou a percepção de uma disputa presidencial mais apertada.

O Ibovespa disparou nesta quarta-feira (2) e fechou acima dos 185 mil pontos, em uma sessão de forte valorização das blue chips e das ações mais sensíveis aos juros. O mercado brasileiro também encontrou apoio no cenário político, enquanto o exterior contribuiu positivamente para o pregão.

O principal índice da bolsa brasileira avançou 3,05%, aos 185.205,09 pontos, depois de oscilar entre 179.733,57 e 186.028,06 pontos. O volume financeiro somou R$ 29,9 bilhões.

Em relação ao fechamento anterior, o índice ganhou mais de 5,4 mil pontos em uma única sessão.

Leia também: Petróleo mais volátil amplia pressão sobre custos e coloca logística global em alerta

Bancos e estatais puxam alta

As ações de maior peso avançaram em bloco. Entre os bancos, Banco do Brasil (BBAS3) disparou 5,50%, a R$ 22,26, enquanto Itaú (ITUB4) subiu 3,84%, a R$ 41,41. BTG Pactual (BPAC11) ganhou 3,06%, Bradesco (BBDC4) avançou 2,13% e Santander (SANB11), 1,98%.

Vale (VALE3) também teve alta expressiva, de 3,19%, a R$ 80,80, mesmo com a queda de 1,11% do minério de ferro.

Petrobras acompanhou o movimento. Os papéis preferenciais (PETR4) subiram 2,84%, a R$ 48,20, e os ordinários (PETR3) avançaram 2,23%, a R$ 53,54, em uma sessão de nova valorização do petróleo.

Em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, Felipe Corleta, sócio da Brazil Wealth, afirmou que as estatais vêm apresentando desempenho superior ao de empresas comparáveis do setor, movimento que ele relaciona à mudança de percepção dos investidores sobre a corrida presidencial.

Cenário político ganha peso nos preços

O cenário político ganhou força na formação dos preços nesta quarta-feira. A pesquisa Quaest mostrou empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno, reforçando a percepção de uma disputa presidencial mais apertada.

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Corleta afirmou que o mercado vem reavaliando as probabilidades para a eleição e, consequentemente, as perspectivas para a condução da política econômica a partir de 2027.

Na avaliação do analista, parte dos investidores associa uma eventual mudança na condução econômica a maior disciplina fiscal, possibilidade de juros mais baixos e maior espaço para investimentos privados.

Corleta afirmou que parte dos investidores associa uma eventual mudança na condução econômica a maior disciplina fiscal, possibilidade de juros mais baixos e maior espaço para investimentos privados. Essa interpretação, ressaltou, ajuda a explicar a força recente da bolsa, a valorização do real e o recuo dos juros futuros.

Os investidores também acompanharam os desdobramentos do caso Banco Master e as notícias envolvendo integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo Corleta, o avanço desse noticiário passou a ser incorporado às avaliações sobre o cenário eleitoral.

Leia também: Ouro ensaia recuperação, mas alta do petróleo aumenta incertezas sobre os juros

Exterior dá trégua, mas riscos permanecem

O ambiente internacional também ajudou o Ibovespa nesta quarta-feira, embora os riscos externos continuem elevados.

O mercado ainda acompanha a retomada das tensões entre Estados Unidos e Irã, que voltou a pressionar os preços do petróleo, além da possibilidade de uma nova alta dos juros americanos após as sinalizações mais duras do Federal Reserve.

Segundo o analista, a combinação entre energia mais cara, inflação ainda acima da meta e uma economia americana resiliente mantém a perspectiva de juros elevados nos Estados Unidos.

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