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Petróleo mais volátil amplia pressão sobre custos e coloca logística global em alerta
Publicado 02/09/2026 • 17:25 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 02/09/2026 • 17:25 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
A escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã aumenta os riscos para o mercado global de petróleo e pode pressionar diferentes cadeias produtivas, segundo Karine Fragoso, gerente geral de Petróleo, Gás, Energia e Naval da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan).
O principal ponto de atenção é o estreito de Ormuz, uma das principais rotas para o transporte global de energia.
Em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, Fragoso disse que qualquer dificuldade de acesso à logística de escoamento do petróleo adiciona riscos à oferta e pode provocar atrasos na entrega do produto.
A consequência é maior volatilidade nos preços, como já ocorre com o petróleo Brent, referência utilizada no mercado brasileiro.
“Quando você tem um impedimento de acessar essa logística de escoamento desse produto, você adiciona risco, você tem atrasos, adiciona a possibilidade de não ter o produto chegando para você”.
O impacto, porém, não se limita aos combustíveis. O petróleo também é utilizado como insumo em diversas cadeias industriais, incluindo petroquímica e fertilizantes.
Por isso, uma alta persistente nos preços pode elevar custos de produção e pressionar diferentes setores da economia.
“Quando a gente está falando de petróleo, não está falando só do combustível. Estamos falando também do petróleo como insumo para uma série de outros encadeamentos produtivos”.
No Brasil, ela avalia que o país vem avançando em duas frentes para reduzir vulnerabilidades e ampliar sua capacidade no setor: a modernização do parque de refino e o aumento das reservas e da produção de petróleo e gás.
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Siga o Times | CNBCAs refinarias brasileiras passam por investimentos para modernizar instalações e adequá-las ao perfil do petróleo produzido atualmente no país.
A necessidade é especialmente relevante diante do crescimento da produção do pré-sal, que possui características diferentes do petróleo utilizado historicamente pelas unidades de refino brasileiras.
O parque de refino brasileiro possui ativos importantes construídos principalmente a partir da década de 1980. A modernização permite aumentar a eficiência das unidades e adaptar as operações ao óleo produzido atualmente.
A gerente destacou que o país também precisa continuar investindo na incorporação de novas reservas para garantir uma perspectiva de longo prazo para a produção e o abastecimento do mercado interno.
O Brasil atualmente está entre os maiores produtores globais de petróleo e avança para ampliar essa participação. A expansão da produção ocorre principalmente nas bacias de Santos e de Campos, no Rio de Janeiro, mas a abertura de novas fronteiras também pode contribuir para o crescimento futuro.
Nesse contexto, a descoberta de indícios de petróleo no poço Morpho, na região da Margem Equatorial, em frente ao Amapá, aumentou as expectativas sobre o potencial de novas reservas. A confirmação da viabilidade comercial, no entanto, depende das próximas etapas de avaliação e desenvolvimento.
Além da descoberta de novas reservas, Fragoso destaca a necessidade de investir em tecnologias capazes de aumentar o fator de recuperação de campos maduros. São áreas que já produzem há décadas, mas ainda podem permanecer em operação por muitos anos com o uso de novas técnicas.
Para a executiva, a competitividade brasileira também depende de transformar o crescimento da produção de petróleo e gás em oportunidades para a indústria nacional.
“É importante que a gente entenda que a gente precisa ser um país não só produtor de óleo, mas que essa produção de óleo também colabore com o fortalecimento da nossa indústria no Brasil”.
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