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Ouro fecha em alta, seguindo tendência de ganhos apoiada por perspectivas para o Fed
Publicado 07/08/2025 • 15:43 | Atualizado há 11 meses
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Publicado 07/08/2025 • 15:43 | Atualizado há 11 meses
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Ouro
O contrato mais líquido do ouro fechou em alta nesta quinta (7), seguindo uma tendência de ganhos para o metal, que vem apoiado pelas perspectivas para a economia dos Estados Unidos e a postura do Federal Reserve (Fed). Os sinais do mercado de trabalho mais enfraquecido que o esperado no país vêm fortalecendo a visão de cortes de juros pelo banco central americano, o que tende a impulsionar o ouro. Além disso, fatores estruturais sugerem que a commodity é cada vez mais buscada diante de mudanças na ordem monetária, com uma grande demanda por bancos centrais.
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O ouro com vencimento em outubro encerrou em alta de 0,59%, a US$ 3.425,20 por onça-troy, na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex).
O presidente do Fed de Atlanta, Raphael Bostic, afirmou hoje que ainda considera “adequado um corte de juros para este ano”, mas ressaltou que “há muitos dados a serem analisados antes da reunião de setembro”. Ele destacou que o payroll de julho “foi uma surpresa para todos” e revelou “turbulência econômica e rotatividade” no mercado de trabalho americano.
Na visão do TD Securities, a recuperação incipiente do ouro parece diferente daquela vista nos últimos meses. “Os fundos macroeconômicos estão agora com posições vendidas em ouro, provavelmente devido a uma visão tática do dólar americano associada à percepção de que a baixa do dólar se tornou consenso”, aponta.
“Acreditamos que estamos passando pela terceira grande mudança na ordem monetária da história moderna. As moedas estão se desvalorizando como resultado da perda de sua função de reserva de valor. Este tema é fundamentalmente otimista para os preços das matérias-primas, onde o ouro deve estar excepcionalmente bem posicionado para se beneficiar”, afirma o banco. A participação agregada no ouro da CME permanece em níveis que historicamente marcaram baixas, e as liquidações de ETFs foram concluídas há semanas, enquanto a greve de compradores da China terminou com a retomada das compras.
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