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CVC disparou mesmo após processo da CVM contra ex-CEO
Publicado 30/01/2026 • 20:02 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 30/01/2026 • 20:02 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
CVC
As ações da CVC Brasil (CVCB3) encerraram esta sexta-feira (30) em forte alta, a R$ 2,62, avanço de 17,49%, mesmo depois de vir à tona que a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) apresentou formalmente uma peça acusatória contra o ex-CEO Luiz Fernando Fogaça em um processo que investiga irregularidades financeiras na companhia.
A peça assinada em dezembro de 2025 e revelada nesta sexta-feira, aponta inconsistências contábeis de R$ 362 milhões nos balanços entre 2015 e 2019. Fogaça, que foi CFO por oito anos e depois CEO entre 2019 e 2020, é suspeito de envolvimento em fraudes que teriam favorecido o pagamento de bônus indevidos a executivos. O processo, aberto em 24 de junho de 2022, está na fase de citação e envio de defesas, com o ex-gestor citado como acusado em 30 de janeiro de 2026.
Leia também: CVM acusa ex-CEO da CVC por fraude contábil de R$ 362 milhões
Para Felipe Sant’Anna, especialista em investimentos do grupo Axia Investing, a alta do dia não indica, necessariamente, uma mudança estrutural na percepção do mercado. Segundo ele, a CVC é um papel de baixa convicção e, por operar em patamares muito baixos, tende a registrar oscilações percentuais mais amplas. “Como é um papel muito barato, acaba apresentando uma amplitude maior em percentual justamente pelo preço baixo”, afirmou.
Sant’Anna também avalia que o impacto da notícia é limitado por se tratar de um processo antigo, que ganhou um novo capítulo agora, sem alterar diretamente a gestão atual. Ele lembra ainda que o movimento desta sexta-feira ocorre após um forte recuo no pregão anterior e que, mesmo com a alta, o papel “nem sequer chegou a recuperar o preço máximo do pregão de ontem”.
Na mesma linha, Caroline Sanchez, analista da Levante Inside Corp, avalia que a reação do mercado deve ser lida com cautela. Segundo ela, embora a manchete seja negativa, o processo da CVM diz respeito a fatos antigos e a uma gestão que já não está mais à frente da companhia. O risco, em alguma medida, já vinha sendo considerado pelos investidores.
Leia também: CVC troca CEO e inicia novo ciclo estratégico focado em execução, digital e rentabilidade
Para Sanchez, a leitura predominante do mercado parece ser menos de deterioração operacional e mais de encerramento de pendências do passado, o que tende a reduzir incertezas à frente. Nesse contexto, o movimento recente das ações estaria mais associado a um alívio técnico e a ajustes de posição do que a uma avaliação positiva do mérito do processo.
Já Rodrigo Rios, CEO da LR3 Investimentos, comenta que, no curto prazo, o efeito da denúncia é muito mais emocional do que estrutural. “A volatilidade aumenta, mas o investidor percebe que a empresa vem passando por mudanças importantes na liderança e na forma de conduzir o negócio. Isso explica por que o papel não reage de maneira tão negativa e, em alguns momentos, até sobe”, diz.
Segundo ele, há um movimento claro de aposta na retomada, seja por expectativa de reorganização interna ou por fluxo especulativo em cima de um ativo descontado.
“Quando olhamos para o longo prazo, o ponto central é a confiança. Nenhuma empresa se sustenta na bolsa sem governança sólida e transparência absoluta. A CVC tem o desafio de mostrar que o passado ficou no passado e que o ciclo atual é de reconstrução. Enquanto isso não for totalmente comprovado na prática, a ação ainda deve seguir sensível a qualquer novidade relacionada ao caso”, conclui.
Enquanto o caso segue em tramitação na CVM e pode resultar em multas e proibições de atuação no mercado de capitais. A CVC tenta avançar com uma estratégia operacional para 2026, que inclui a adoção de um modelo de consultoria “porta a porta”, com meta de atingir 10 mil consultores ativos.
Em nota enviada ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, a companhia afirmou que vai se manifestar, já que não recebeu atualização ou intimação formal do processo.
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Jornalista formada pela Universidade Mackenzie e pós-graduada em economia no Insper. Tem passagem pela Climatempo, CNN Brasil, PicPay e Revista Oeste. É redatora de finanças no Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC. Eleita uma das 50 jornalistas +Admiradas da Imprensa de Economia, Negócios e Finanças de 2024.
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