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Ibovespa B3 lidera investimentos em 2026 com mudança de fluxo no mercado brasileiro; veja ranking
Publicado 30/01/2026 • 22:00 | Atualizado há 5 horas
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Publicado 30/01/2026 • 22:00 | Atualizado há 5 horas
KEY POINTS
Foto: Divulgação/B3.
Ibovespa B3
O ano de 2026 começou com um movimento pouco comum no mercado financeiro brasileiro. Em janeiro, o Ibovespa B3 subiu 12,56%, desempenho que colocou a bolsa brasileira como o melhor investimento entre 13 classes de ativos analisadas no mês, segundo levantamento da Elos Ayta Consultoria.
Mais do que uma valorização pontual, o resultado sinaliza uma reorganização dos fluxos de capital no Brasil, com investidores voltando a remunerar o risco doméstico em detrimento de ativos tradicionalmente defensivos.
O avanço do principal índice da B3 superou, inclusive, o desempenho do ouro – conhecido porto seguro – que avançou 11,97% em janeiro. Na sequência, o IDIV, índice que reúne as principais pagadoras de dividendos da B3, fechou o mês com alta de 10,56%, completando o pódio dos melhores retornos.
O dado chama atenção porque janeiro costuma ser, historicamente, um mês mais favorável a ativos defensivos ou atrelados ao câmbio. Em 2026, o roteiro foi outro.
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Na ponta oposta do ranking mensal aparecem justamente os ativos associados à proteção cambial. O Bitcoin liderou as perdas do mês, com queda de 8,31%, seguido pelo dólar Ptax (-4,95%), euro Ptax (-3,83%) e pelo índice de BDRs (-3,05%).
Para a Elos Ayta, o movimento revela que a valorização dos ativos brasileiros ocorreu em paralelo a um enfraquecimento coordenado das proteções cambiais, sugerindo redução de prêmios de risco e reposicionamento dos investidores, especialmente estrangeiros, em direção ao mercado local.

A leitura histórica reforça a excepcionalidade do mês. Considerando os retornos mensais do Ibovespa B3 desde janeiro de 2010, o desempenho de janeiro de 2026 é o terceiro melhor da série, atrás apenas de março de 2016 (+16,97%), no auge do rali pós-impeachment, e de novembro de 2020 (+15,90%), quando os mercados reagiram às vacinas contra a Covid-19.
Ao ampliar a janela para janeiro de 2000, o mês recém-encerrado ocupa a 11ª posição entre os maiores retornos mensais da história do índice, um feito relevante para um mercado conhecido por sua volatilidade estrutural.

No horizonte de 12 meses, o protagonismo muda de mãos. O ouro acumula valorização de 73,25% até janeiro de 2026, refletindo um ciclo global de busca por proteção em meio a juros reais elevados, tensões geopolíticas e um dólar mais fraco no cenário internacional.

Ainda assim, o desempenho da bolsa brasileira chama atenção. O Ibovespa B3 sobe 43,79% no período, ocupando a segunda colocação entre os ativos analisados. Logo atrás aparece novamente o IDIV, com alta de 38,85%, reforçando que parte relevante do rali tem sido sustentada por empresas maduras, geradoras de caixa e boas pagadoras de dividendos.
Na extremidade negativa do ranking anual aparecem apenas dois ativos: o Bitcoin, com queda acumulada de 26,19%, e o dólar Ptax, que recua 10,29% no período.
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Jornalista formada pela Universidade Mackenzie e pós-graduada em economia no Insper. Tem passagem pela Climatempo, CNN Brasil, PicPay e Revista Oeste. É redatora de finanças no Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC. Eleita uma das 50 jornalistas +Admiradas da Imprensa de Economia, Negócios e Finanças de 2024.
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