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Fundos Multimercados sob revisão: gestores repensam peso e estratégia nas carteiras

Publicado 11/04/2026 • 08:50 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • Alocadores repensam peso dos multimercados nas carteiras após turbulência registrada em março.
  • Diversificação e controle de risco são apontados como resposta ao drawdown forte nos fundos macro.
  • Tivio Capital reduz alocação em multimercados de 30% para 15% e busca gestores mais especializados.

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Os fundos multimercados viveram março sob pressão, e o impacto chegou às mesas de alocação. Gestores de patrimônio e responsáveis por fundos de fundos em instituições como Itaú, BNP Paribas Asset Management, SulAmérica Investimentos e Tivio Capital revisaram posições, ajustaram pesos e saíram do mês com uma convicção reforçada: diversificação e diligência na escolha de gestores não são opcionais.

Cenário adverso expõe limites do macro

Marcelo Segalis, superintendente da área de Fund of Funds do Itaú, resume o dilema. “Quando o cenário muda abruptamente, é muito difícil se proteger totalmente”, disse. Para ele, a migração dentro da classe já estava em curso nos últimos dois anos, com movimentação para estratégias como long & short. “Ainda não é o principal risco, mas já começa a fazer algum trabalho na carteira dos clientes”, afirmou Segalis. “Não é por achar que a indústria errou. Fazemos mudanças para buscar o melhor equilíbrio do portfólio.”

A avaliação é compartilhada por João Uchoa Borges Filho, líder de Fundos de Fundos do BNP Paribas Asset Management Brasil, para quem o episódio de março reforça que disciplina na gestão de risco é o que separa portfólios em momentos de choque. “Não é momento de ficar na torcida. Quando a volatilidade sobe e o cenário fica incerto, a redução de posição é natural”, afirmou.

Diversificação como resposta ao drawdown

Marcel Andrade, head de Investment Solutions da SulAmérica Investimentos, defende que o leque de estratégias dentro dos multimercados é parte da solução. “A diversificação é a chave. Embora o drawdown em março tenha sido forte, outros fundos se beneficiaram do movimento do mercado. O importante é avaliar controles de risco e selecionar gestores de forma criteriosa”, disse. Para Andrade, a fatia de multimercados não é posição para ajustes frequentes. “É uma porção de risco do portfólio que não vamos ficar movimentando durante o mês ou mesmo durante o ano.”

Multimercados macro perdem espaço em carteiras

Gabriel Marquezino, gestor de FoFs da Tivio Capital, foi além e realizou mudanças na alocação. A gestora reduziu a exposição a multimercados de cerca de 30% para aproximadamente 15%. “Estamos buscando gestores mais nichados, com risco idiossincrático e estratégias complementares. Um gestor especializado em Bolsa, outro em juros, outro em commodities. O multimercado macro tradicional tem perdido valor dentro da carteira”, afirmou Marquezino.

O percentual médio de alocação em multimercados no Brasil, segundo ele, costuma ficar em torno de 30%, bem acima dos 10% destinados a hedge funds nos Estados Unidos.

Retomada possível, mas dependente do exterior

Apesar dos ajustes, os alocadores não descartam uma recuperação da classe. Borges Filho, do BNP Paribas Asset Management, aponta que o ambiente pode mudar com rapidez. “Se houver uma melhora, aquele ambiente do início do ano pode voltar rapidamente, com queda de juros e fluxo para emergentes”, avaliou. O desafio, segundo ele, é equilibrar a preservação de capital com a capacidade de capturar essas oportunidades quando elas surgirem.

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