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Ouro fecha em queda e recua na semana pressionado por dúvidas sobre Fed e Oriente Médio
Publicado 13/03/2026 • 15:38 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 13/03/2026 • 15:38 | Atualizado há 2 meses
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Getty Images
Ouro
O ouro fechou em queda pela terceira sessão consecutiva nesta sexta-feira (13), à medida que as incertezas em relação à duração e às possíveis consequências do conflito do Oriente Médio na economia seguem pesando nas negociações.
O metal também foi pressionado por expectativas de cortes de juros mais brandos pelo Federal Reserve (Fed, banco central americano), após a leitura divergentes de indicadores econômicos.
Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para abril encerrou em queda de 1,25%, a US$ 5.061,70 (cerca de R$ 26.320,84, na cotação atual) por onça-troy. Já a prata para maio teve queda de 4,43%, a US$ 81,343 (R$ 422,98) por onça-troy. Na semana, as perdas foram de 1,92% e 3,5%, respectivamente.
Nesta sexta, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a guerra contra o Irã irá terminar quando ele disser que deve ser encerrada e reiterou que Washington está “dizimando” o país persa. O secretário de Guerra e chefe do Pentágono, Pete Hegseth, disse ainda que será o dia de maior bombardeio americano contra Teerã.
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O avanço do conflito tem alimentado as expectativas de inflação global, assim como o impasse tarifário, na avaliação do Swissquote Bank. Com a possibilidade de alta na inflação, investidores tem recalibrado as apostas sobre a trajetória dos juros pelo Fed para abordagens mais cautelosas, o que tem pressionado o ouro.
De acordo com a ferramenta de monitoramento do CME Group, as chances mais prováveis para a retomada do ciclo de flexibilização monetária se dividem entre setembro e outubro, após a revisão do Produto Interno Bruto (PIB) e inflação PCE dos EUA.
Para o ANZ Research, o cenário tem favorecido o dólar, se tornando assim mais um fator de pressão para o metal precioso. “O dólar se fortaleceu devido ao seu status de porto seguro, principalmente porque a alta dos preços do petróleo beneficia os EUA, que são um exportador líquido de energia”, explica.
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