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Ataque dos EUA a barco suspeito de tráfico deixa dois mortos no Pacífico
Publicado 24/01/2026 • 09:30 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 24/01/2026 • 09:30 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Imagem fornecida pelo governo dos EUA mostra uma das embarcações anteriormente já abatidas pelo exército norte-americano
Os militares dos EUA afirmaram ter matado dois supostos traficantes de drogas em um ataque contra um barco no leste do Pacífico na sexta-feira (23), enquanto a Guarda Costeira buscava por uma terceira pessoa que sobreviveu.
“A inteligência confirmou que a embarcação estava transitando por rotas conhecidas de narcotráfico no Pacífico Oriental e estava envolvida em operações de tráfico de drogas”, afirmou o Comando Sul dos EUA (SOUTHCOM) em uma postagem no X, que incluiu um vídeo de um barco multimotor sendo atingido por uma explosão.
Três pessoas eram visíveis nas imagens antes do ataque, e o SOUTHCOM disse ter notificado “imediatamente” a Guarda Costeira dos EUA para procurar o sobrevivente.
O governo do presidente Donald Trump começou a visar supostos barcos de contrabando no início de setembro, insistindo que está efetivamente em guerra contra supostos “narcoterroristas” que operam a partir da Venezuela.
Contudo, o governo não forneceu evidências definitivas de que as embarcações estejam envolvidas no tráfico de drogas, provocando um acalorado debate sobre a legalidade das operações.
Especialistas em direito internacional e grupos de direitos humanos dizem que os ataques provavelmente equivalem a execuções extrajudiciais, uma vez que aparentemente visam civis que não representam uma ameaça imediata aos Estados Unidos.
O ataque mais recente foi o primeiro realizado desde o final do ano passado e também o primeiro desde que as forças dos EUA capturaram o líder esquerdista venezuelano Nicolás Maduro em uma incursão rápida a Caracas, no início de janeiro, levando-o e sua esposa para os Estados Unidos para serem julgados.
Também na sexta-feira, os Estados Unidos anunciaram que seu oficial de mais alta patente, o general Dan Caine, receberá líderes militares de 34 países no dia 11 de fevereiro em Washington “para construir um entendimento compartilhado sobre prioridades comuns de segurança e fortalecer a cooperação regional”.
“Os líderes de defesa participantes explorarão a importância de parcerias fortes, cooperação contínua e esforços unidos para combater organizações criminosas e terroristas, bem como atores externos que minam a segurança e a estabilidade regional”, disse o gabinete de Caine em um comunicado.
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