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Bessent diz que Powell não precisa renunciar, mas defende revisão interna no Fed
Publicado 22/07/2025 • 12:18 | Atualizado há 9 meses
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Publicado 22/07/2025 • 12:18 | Atualizado há 9 meses
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Federal Reserve / Flickr
O presidente do Fed Powell responde às perguntas dos repórteres na coletiva de imprensa do FOMC
O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, afirmou nesta terça-feira (22) que o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, não precisa renunciar ao cargo, mesmo diante da crescente pressão política da Casa Branca. No entanto, reiterou a necessidade de uma revisão completa das operações do banco central americano.
“Conheço o presidente Powell. Nada me leva a crer que ele deva renunciar neste momento. Ele tem sido um bom servidor público”, disse Bessent à Fox Business. “O mandato dele termina em maio. Se quiser concluí-lo, acho que deve. Se preferir sair antes, também deve ter essa opção”, completou.
As declarações contrastam com as do presidente Donald Trump, que declarou publicamente esperar que Powell renuncie e chegou a considerar sua remoção.
Powell tem enfrentado forte pressão da administração Trump. Um dos principais focos recentes de críticas é o projeto de reforma da sede do Fed, com custo estimado em US$ 2,5 bilhões, que tem sofrido graves estouros no orçamento.
Mesmo assim, não há indicações de que Powell planeje deixar o cargo. Para Bessent, qualquer avaliação das operações do banco central deve ser conduzida de forma interna e independente, preservando a definição de juros e política monetária fora do alcance político.
“Tudo que o Fed acumulou ao longo dos anos cresceu demais. Isso acontece quando não há supervisão”, disse o secretário. “Essa é uma oportunidade para Powell. Ele pode deixar como legado o ajuste das funções não monetárias da instituição”, seguiu.
Na mesma linha, a diretora do Fed, Michelle Bowman, afirmou em entrevista à CNBC que é essencial manter a independência da política monetária, mas reconheceu que o banco central também tem obrigações com a transparência e a prestação de contas.
“Já disse isso várias vezes: é muito importante preservar nossa independência em relação à política monetária. Mas, como parte disso, temos também uma obrigação com a transparência”, afirmou Bowman.
Enquanto isso, o Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) deve manter a taxa básica de juros entre 4,25% e 4,5% na reunião da próxima semana. Powell e outros dirigentes já indicaram que preferem aguardar os efeitos das tarifas de Trump na inflação antes de adotar novas medidas.
Segundo dados da CME Group, o mercado financeiro aposta majoritariamente na manutenção da taxa em julho, mas vê alta probabilidade de corte em setembro.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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