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Riqueza no subsolo, baixa produção: Brasil responde por menos de 1% na corrida global por terras raras
Publicado 11/01/2026 • 13:09 | Atualizado há 4 horas
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Publicado 11/01/2026 • 13:09 | Atualizado há 4 horas
KEY POINTS
Reprodução/Serviço Geológico do Brasil
O Brasil figura entre os países com maior potencial geológico em terras raras, mas segue com participação limitada na produção global desses minerais estratégicos. Segundo o relatório Mineral Commodity Summaries 2025, do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), o país responde por menos de 1% da produção mundial, apesar de concentrar cerca de 21 milhões de toneladas de óxidos de terras raras, o equivalente a 23% das reservas globais conhecidas.
O contraste expõe um descompasso relevante entre disponibilidade de recursos naturais e inserção efetiva na cadeia global de valor. No ranking de reservas, o Brasil aparece atrás apenas da China, que detém cerca de 44 milhões de toneladas, aproximadamente 48% do total mundial, e lidera tanto a extração quanto o processamento desses minerais.
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Enquanto o Brasil mantém participação marginal, a China consolidou posição dominante ao longo das últimas décadas. Além das maiores reservas, o país asiático controla a maior parte da capacidade global de beneficiamento e refino, etapas consideradas críticas da cadeia produtiva de terras raras.
Esse domínio confere à China influência direta sobre mercados estratégicos e cadeias industriais sensíveis, incluindo setores ligados à transição energética, defesa, mobilidade elétrica e tecnologia de ponta. Em 2024, o país manteve papel central no fornecimento global desses insumos, segundo dados do USGS.
Apesar da relevância das reservas, a produção brasileira permanece restrita, refletindo gargalos estruturais que vão desde licenciamento ambiental e infraestrutura até a ausência de uma cadeia industrial integrada para processamento e transformação dos minerais.
O cenário contrasta com o avanço observado em outros países. A Índia possui cerca de 6,9 milhões de toneladas em reservas, o equivalente a 7,5% do total global, seguida pela Austrália, com 5,7 milhões de toneladas (6,2%), e pela Rússia, que concentra 3,8 milhões de toneladas (4,1%). O Vietnã soma aproximadamente 3,5 milhões de toneladas, ou 3,8% das reservas mundiais.
Na América do Norte, os Estados Unidos detêm cerca de 1,9 milhão de toneladas, enquanto o Canadá possui aproximadamente 830 mil toneladas. Países africanos como Tanzânia e África do Sul também aparecem no mapa global de reservas, mas com participação limitada tanto em reservas quanto em produção.
As terras raras correspondem a um grupo de 17 elementos químicos, entre eles praseodímio (Pr), neodímio (Nd), térbio (Tb) e disprósio (Dy), considerados essenciais do ponto de vista industrial. Esses elementos são amplamente utilizados na fabricação de ímãs de alto desempenho, componentes-chave para motores de veículos elétricos, turbinas eólicas, equipamentos eletrônicos, telas digitais e ligas metálicas especiais.
A crescente demanda por tecnologias ligadas à eletrificação, digitalização e transição energética tem ampliado o peso estratégico desses minerais no comércio internacional e nas políticas industriais de grandes economias.
O baixo nível de produção brasileira, diante de reservas expressivas, indica uma oportunidade ainda pouco explorada para investimentos em mineração, processamento e desenvolvimento tecnológico. A ampliação da participação do Brasil na cadeia de terras raras dependerá da superação de entraves regulatórios, da atração de capital e da construção de capacidade industrial capaz de agregar valor além da extração.
Para o mercado, o descompasso entre potencial geológico e produção efetiva coloca o país no radar da disputa global por minerais críticos, ao mesmo tempo em que evidencia os desafios para transformar reservas em relevância econômica.
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