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Catar relata “danos extensos” em instalação de gás após ataque de mísseis iranianos
Publicado 18/03/2026 • 19:45 | Atualizado há 6 meses
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Publicado 18/03/2026 • 19:45 | Atualizado há 6 meses
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Reuters
O Catar informou na quarta-feira que mísseis iranianos causaram “danos extensos” na Cidade Industrial Ras Laffan, que abriga a maior instalação de exportação de gás natural liquefeito (GNL) do mundo.
O Ministério das Relações Exteriores do Catar denunciou o ataque como uma “escalada perigosa, flagrante violação da soberania do Estado e ameaça direta à sua segurança nacional e à estabilidade regional”.
O Catar reservou-se o direito de responder de acordo com o direito de legítima defesa garantido pelo direito internacional, disse o Ministério em comunicado.
Os preços do petróleo Brent, referência internacional, subiram mais de 7%, alcançando US$ 111,23 (R$ 580,53) às 18h52.
O petróleo WTI dos EUA subiu cerca de 4%, para US$ 100,04 (R$ 521,21).
A Guarda Revolucionária do Irã havia ameaçado atacar instalações de energia no Catar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos após Israel bombardear uma instalação de processamento de gás natural no Irã.
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Siga o Times | CNBCEquipes de emergência foram mobilizadas para conter incêndios em Ras Laffan, de acordo com postagem nas redes sociais da estatal QatarEnergy. Nenhuma vítima foi reportada. O Ministério do Interior do Catar informou posteriormente que o incêndio na instalação havia sido inicialmente controlado.
O Catar interrompeu a produção de GNL em 2 de março devido a ataques de drones iranianos em Ras Laffan e na Cidade Industrial de Mesaieed. O país do Golfo é o segundo maior exportador de GNL do mundo, atrás dos EUA, respondendo por quase 20% das exportações globais, segundo dados da consultoria de energia Kpler.
Os ataques crescentes à infraestrutura de petróleo e gás do Oriente Médio ameaçam intensificar a grande interrupção no fornecimento de energia causada pela guerra no Irã.
O tráfego de petroleiros pelo Estreito de Ormuz caiu drasticamente devido a ataques iranianos a navios comerciais. O estreito é o ponto de estrangulamento comercial mais importante para o petróleo, com cerca de 20% do suprimento mundial passando por ele antes da guerra.
Analistas do Citigroup disseram a clientes em relatório na quarta-feira que os preços do Brent poderiam atingir em média US$ 130 (R$ 677,30) no segundo e terceiro trimestres caso haja ataques generalizados à infraestrutura energética e o estreito permaneça fechado por um período prolongado.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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