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Acordo Mercosul-União Europeia

Mercosul adia definição de cotas para exportações à União Europeia

Publicado 02/09/2026 • 21:52 | Atualizado há 45 minutos

KEY POINTS

  • Chanceleres do Mercosul avançaram nas negociações, mas ainda não chegaram a um consenso sobre a divisão das cotas de exportação com benefícios tarifários para a União Europeia.
  • Argentina, Brasil e Uruguai estão mais próximos de um entendimento, enquanto o Paraguai mantém posição mais distante dos demais países.
  • Uma nova reunião foi marcada para daqui a 45 a 60 dias, em Montevidéu, na tentativa de fechar a distribuição das cotas.

Divulgação / CACB

Os países do Mercosul ainda não chegaram a um acordo sobre como dividir as cotas de exportação com benefícios tarifários previstas no acordo comercial com a União Europeia (UE). Os chanceleres do bloco discutiram o tema por mais de três horas nesta quarta-feira (2), em Montevidéu, e avançaram nas negociações, mas não alcançaram a unanimidade necessária para definir os volumes destinados a cada país.

A reunião, convocada pelo Uruguai, contou com representantes de Argentina, Brasil, Paraguai e Bolívia e também tratou de questões relacionadas ao funcionamento interno do Mercosul. Apesar das recentes tensões diplomáticas entre os governos brasileiro e argentino, o chanceler uruguaio, Mario Lubetkin, afirmou que o encontro ocorreu em um ambiente de cooperação.

Paraguai está mais distante de consenso

Segundo Lubetkin, Argentina, Brasil e Uruguai aproximaram suas posições na discussão sobre as cotas, enquanto o Paraguai ainda está mais distante de um entendimento.

Leia também: Chanceler argentino defende Mercosul mais flexível para ampliar acordos comerciais

Ainda “não há unanimidade” sobre a divisão, afirmou o chanceler uruguaio.

A União Europeia estabelece cotas de importação com benefícios tarifários e cabe aos países do Mercosul determinar como o volume disponível será distribuído entre os integrantes do bloco. Enquanto essa divisão não é definida, os limites de exportação são preenchidos por ordem de chegada.

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O impasse permanece quatro meses após a entrada em vigor provisória do acordo comercial entre os membros fundadores do Mercosul – Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai e a União Europeia.

Após mais de 25 anos de negociações, o acordo começou a vigorar em janeiro, mas permanece em caráter provisório até que seja conhecida uma decisão judicial sobre sua legalidade em processo apresentado na Europa.

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Nova tentativa de acordo será em Montevidéu

Os chanceleres decidiram realizar uma nova reunião presencial dentro de 45 a 60 dias, novamente em Montevidéu, sede da Presidência Pro Tempore do Mercosul.

O objetivo será tentar superar as divergências restantes e fechar a distribuição das cotas de exportação para o mercado europeu.

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