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Por que o Chile é o mais recente país da América Latina a ser envolvido na disputa de poder entre EUA e China
Publicado 25/02/2026 • 07:55 | Atualizado há 27 minutos
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Publicado 25/02/2026 • 07:55 | Atualizado há 27 minutos
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Depositphotos
Vista aérea do horizonte de Santiago ao pôr-do-sol com arranha-céu Costanera e Montanhas dos Andes
O Chile é o mais recente país da América Latina a se envolver em uma disputa de poder entre Estados Unidos e China.
O país, que tem Washington como seu principal investidor estrangeiro e Pequim como seu maior parceiro comercial, enfrenta pressão da Casa Branca por conta de um projeto de cabo submarino com vínculos com a China.
Em uma decisão surpreendente, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou no final da semana passada que o governo Trump imporia restrições de visto a três autoridades chilenas ligadas a um projeto de cabo digital proposto por empresas chinesas, alegando ameaça à segurança.
O presidente do Chile, Gabriel Boric, que deixará o cargo em 11 de março, condenou as sanções de visto e rejeitou a ideia de que o país “promova qualquer ação que ameace nossa segurança ou a da região”.
O governo de esquerda que está de saída afirmou posteriormente que um dos funcionários sancionados é o ministro dos Transportes e Telecomunicações, Juan Carlos Muñoz, sem comentar a identidade dos outros dois.
O embaixador dos Estados Unidos no Chile, Brandon Judd, defendeu as restrições de visto na segunda-feira, dizendo a repórteres que é “direito soberano” de Washington tomar medidas quando considera que a segurança regional está ameaçada, segundo a Associated Press.
O atrito ocorre poucos dias antes de uma cúpula de líderes latino-americanos em Miami, na Flórida — e duas semanas antes de o novo governo de direita do Chile assumir o poder em Santiago.
O presidente eleito do Chile, José Antonio Kast, fala com jornalistas após encontro com a primeira-ministra da Itália no Palazzo Chigi, em Roma, em 5 de fevereiro de 2026.
O episódio também representa um grande teste para a administração de José Antonio Kast, após a vitória do candidato de direita nas eleições no final do ano passado.
Analistas afirmam que o presidente dos EUA, Donald Trump, que busca conter a influência estratégica da China na região, está enviando uma mensagem inequívoca aos países latino-americanos.
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As tensões entre EUA e Chile foram, acima de tudo, “um alerta calibrado” à administração Kast de que decisões sobre infraestrutura estratégica serão tratadas como escolhas de alinhamento geopolítico e não como licitações neutras, segundo Mariano Machado, analista principal para as Américas da empresa de inteligência de risco Verisk Maplecroft.
Os cabos digitais submarinos são a espinha dorsal da infraestrutura global de internet e telecomunicações, viabilizando desde chamadas internacionais até transações financeiras. Estimativas indicam que cerca de 95% do tráfego internacional passa por essas “superestradas” de dados, em grande parte invisíveis.
“O impacto externo de curto prazo é que os compromissos de Kast em Washington, especialmente na cúpula Shield of the Americas, se tornarão testes iniciais de como o Chile equilibra seus parceiros sob pressão”, afirmou Machado.
“À medida que a competição entre EUA e China se intensifica na região, a ambição do Chile de se tornar um hub digital só será viável se as preocupações geopolíticas forem tratadas desde o início, e não após uma crise”, acrescentou. “Os projetos vencedores serão aqueles que garantirem governança clara e segurança confiável desde cedo, preservando a viabilidade financeira.”
A embaixada da China no Chile teria acusado Washington de “desprezo evidente pela soberania, dignidade e interesses nacionais do Chile” após as restrições de visto impostas pelo governo Trump.
A influência econômica e estratégica da China na América Latina já está consolidada, embora seja vista como alvo da chamada “Doutrina Donroe” de Trump, uma combinação do nome Donald Trump com a Doutrina Monroe, política externa do século XIX que afirmava a influência dos EUA sobre o Hemisfério Ocidental.
Nas últimas semanas, por exemplo, a Suprema Corte do Panamá decidiu contra a empresa CK Hutchison, com sede em Hong Kong, afirmando que a concessão para operar portos nas duas extremidades do Canal do Panamá era inconstitucional. O resultado foi amplamente interpretado como uma vitória para a estratégia de segurança regional de Trump.
Os Estados Unidos também aumentaram a pressão sobre o governo comunista de Cuba, ameaçando impor tarifas a qualquer país que forneça petróleo a Havana, e realizaram recentemente uma operação militar para depor o presidente venezuelano Nicolás Maduro.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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