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China ameaça França com retaliações por lei contra ‘ultra fast fashion’
Publicado 22/07/2026 • 13:20 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 22/07/2026 • 13:20 | Atualizado há 3 meses
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A China advertiu sobre possíveis retaliações contra uma lei francesa destinada a frear o avanço da chamada 'ultra fast fashion'.
A China advertiu, nesta quarta-feira (22), sobre possíveis retaliações contra uma lei francesa destinada a frear o avanço da chamada ‘ultra fast fashion‘, ou moda ultrarrápida, classificando a norma como “discriminatória” e contrária aos princípios comerciais.
A lei, aprovada pelo Parlamento francês no fim do mês passado entra em vigor em 1º de setembro, e aplicará penalidades financeiras a alguns artigos e afeta principalmente grandes plataformas asiáticas de comércio eletrônico, como Shein, Temu e AliExpress.
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Essas empresas de moda ultrarrápida são conhecidas por vender grandes volumes de roupas de baixa qualidade a preços muito baixos, o que também contribui para a poluição da indústria têxtil, uma das maiores emissoras de gases de efeito estufa.
Um porta-voz não identificado do Ministério do Comércio de Pequim afirmou que a lei, “sob o pretexto de estabelecer os chamados padrões de ‘proteção ambiental’ e ‘sustentabilidade’, na realidade implementa medidas excludentes”.
A norma poderia violar o princípio de não discriminação da Organização Mundial do Comércio (OMC), segundo o porta-voz, e “constitui uma barreira comercial contra a China”.
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As sanções francesas, que entrarão em vigor em 1º de setembro, serão aplicadas a determinados produtos têxteis e aumentarão com o tempo.
A nova lei também proibirá a publicidade de marcas de roupas baratas produzidas em massa, incluindo a de influenciadores nas redes sociais.
O ministro do Comércio francês, Serge Papin, declarou no mês passado que as três empresas asiáticas eram os principais alvos da lei, às quais acusou de impulsionar o boom da moda ultrarrápida.
Leia mais: França aprova lei contra moda ultrarrápida e impõe multas a Shein e Temu; entenda
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