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Capital Sustentável: Choque da energia freia economia global enquanto IA sustenta investimentos, avalia Carlo Pereira
Publicado 14/10/2026 • 21:00 | Atualizado há 60 minutos
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Publicado 14/10/2026 • 21:00 | Atualizado há 60 minutos
KEY POINTS
O avanço dos investimentos em inteligência artificial ajuda a compensar parte dos efeitos das guerras e do encarecimento da energia sobre a economia mundial, avaliou Carlo Pereira, especialista em sustentabilidade e notável do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, em sua participação no quadro Capital Sustentável desta quarta-feira (14).
Para Carlo Pereira, a economia enfrenta dois movimentos simultâneos: o choque negativo associado aos conflitos no Oriente Médio e à energia e o impulso proporcionado por data centers, softwares e infraestrutura de IA. “A gente tem essas duas coisas contrapondo nesse exato momento”, afirmou.
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O especialista destacou a projeção de crescimento global de 3,1% do Fundo Monetário Internacional (FMI). Na leitura apresentada durante a entrevista, sem as medidas adotadas para mitigar os impactos dos choques, a expansão poderia ficar em 2,5%. “Se não fossem ali as medidas que estão sendo tomadas de mitigação desses impactos, o mundo cresceria ainda menos”, ressaltou.
A corrida tecnológica representa, segundo Carlo Pereira, um dos principais contrapontos ao encarecimento da energia. Ele citou estimativa da Gartner de que os investimentos globais em inteligência artificial, incluindo data centers e softwares, devem alcançar US$ 2,7 trilhões (R$ 13,58 trilhões) em 2026, valor equivalente a aproximadamente 2,5% do PIB mundial.
“O crescimento se dá muito também por conta de data center e inteligência artificial”, observou. O especialista relacionou esse movimento à capacidade de parte da economia de resistir às pressões geradas pela guerra, embora tenha chamado atenção para a concentração desse impulso em atividades ligadas à tecnologia.
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Siga o Times | CNBCEssa dependência também torna as empresas mais vulneráveis a mudanças de expectativa. Carlo Pereira mencionou a queda de 11% das ações da Dell como exemplo da reação dos investidores a sinais negativos sobre a infraestrutura de IA. “Qualquer sinalização negativa com relação à infraestrutura de IA, as empresas tomam um tombo muito grande”, comentou.
Na avaliação de Carlo Pereira, a China se beneficia da posição que ocupa nas cadeias de fornecimento de equipamentos ligados à tecnologia e à energia, mesmo diante de dificuldades no desenvolvimento de determinados chips. O especialista observou que o país continua a registrar superávits comerciais elevados com Estados Unidos e União Europeia.
“Com relação a toda parte de outros equipamentos relacionados a data center e inteligência artificial como um todo, eles são os grandes fornecedores”, explicou. Para ele, a capacidade chinesa de oferecer produtos competitivos coloca os parceiros comerciais diante de escolhas difíceis.
O especialista afirmou que os Estados Unidos continuam recorrendo a medidas tarifárias e acordos comerciais de curta duração, enquanto a Europa procura proteger setores industriais sem perder o acesso a mercadorias mais baratas. “Você abrir mão de produtos baratos vindo da China ou de qualquer lugar que seja, nesse momento, é uma situação muito difícil”, ponderou.
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Carlo Pereira também apontou a falta de espaço fiscal de governos e blocos econômicos como um fator que limita as respostas às disputas comerciais. Nos Estados Unidos, acrescentou, a proximidade das eleições legislativas de meio de mandato torna o cenário ainda mais delicado.
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