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China diverge de G20 em crítica a exportações baratas e desequilíbrios globais, diz Bessent

Publicado 01/09/2026 • 22:12 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • A China não aderiu a um comunicado do G20 que critica “economias não baseadas no mercado que lançam um fluxo interminável de exportações baratas”, afirmou o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent.
  • Bessent confirmou que a China, “o país com o maior e insustentável superávit em conta corrente do mundo”, foi a única integrante a divergir de seu comunicado como presidente do grupo.
  • Em relação ao Irã, Bessent afirmou que “cabe à China trabalhar para encontrar uma solução”.

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A China foi o único membro do Grupo dos 20 (G20) a divergir de um comunicado conjunto que afirma que “economias não baseadas no mercado que lançam um fluxo interminável de exportações baratas não são sustentáveis”, disse o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, nesta terça-feira (1º).

Os demais membros do G20 tomarão medidas nos próximos “dias, semanas ou meses” para “chegar a uma resolução sobre esse equilíbrio insustentável”, afirmou Bessent em uma coletiva de imprensa após dias de reuniões com ministros das Finanças e presidentes de bancos centrais em Asheville, na Carolina do Norte.

O comunicado, divulgado mais tarde nesta terça-feira pelo Departamento do Tesouro, inclui uma nota de rodapé especificando que a China se opôs a um parágrafo no qual os 19 membros concordaram “que os países devem tomar medidas para eliminar políticas e práticas não baseadas no mercado que agravam os desequilíbrios”.

“Em particular, países com superávits externos excessivos e persistentes devem remover distorções que restringem o consumo doméstico e resultam em uma dependência excessiva das exportações para o crescimento”, diz o parágrafo.

O Tesouro afirmou que a China também se opôs a um parágrafo que expressava preocupação com as contínuas interrupções no transporte marítimo no Estreito de Ormuz, uma importante rota de transporte de petróleo que o Irã bloqueou efetivamente em meio à guerra com os Estados Unidos.

A China também se opôs a parágrafos que elogiam a “supervisão dos desequilíbrios globais” realizada pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) e que destacam “países nos quais uma parcela significativa da dívida externa é devida a membros do G20”.

A embaixada da China nos Estados Unidos não respondeu imediatamente ao pedido de comentário da CNBC sobre as declarações de Bessent a respeito do comunicado conjunto.

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“Eu esperava poder anunciar hoje um comunicado conjunto unânime”, disse Bessent na coletiva, ao mesmo tempo em que ressaltou que o acordo dos outros 19 membros “mostra a enorme dimensão do problema”.

As declarações ocorreram enquanto Bessent lidera o plano do governo Trump para sufocar a economia do Irã, ameaçando seus parceiros comerciais com sanções secundárias, em uma iniciativa denominada “Operação Pária Econômica”.

A iniciativa levantou dúvidas sobre a possibilidade de os Estados Unidos atingirem a China, principal parceiro comercial do Irã e, de longe, seu maior comprador de petróleo. Os Estados Unidos mantêm negociações comerciais de longo prazo com Pequim, e o presidente chinês, Xi Jinping, deve visitar os Estados Unidos no fim de setembro.

“Com a China em relação ao Irã, temos mais pontos em comum do que diferenças”, afirmou Bessent nesta terça-feira.

“A China concorda que o Irã não pode ter uma arma nuclear. A China concorda que deve haver livre comércio marítimo no Estreito de Ormuz. A China obtém 50% de sua energia do Golfo”, disse.

“Portanto, acredito que cabe à China, ou é responsabilidade da China, trabalhar para encontrar uma solução”, acrescentou Bessent. “Veremos como eles darão continuidade a isso.”

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