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Como será o Air Force One doado pelo Catar e usado pelo presidente dos EUA?
Publicado 03/08/2026 • 23:30 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 03/08/2026 • 23:30 | Atualizado há 3 meses
KEY POINTS
Foto: Divulgação
Como será o Air Force One doado pelo Catar e usado pelo presidente dos EUA?
O avião presidencial doado pelo governo do Catar aos Estados Unidos começou a ser preparado para transportar o presidente Donald Trump, mas ainda não possui todos os recursos dos atuais Air Force One em operação.
A aeronave, um Boeing 747 conhecido como VC-25B Bridge, passou por uma modernização inicial para atender ao pedido de Trump de que estivesse pronta antes de 4 de julho, data que marcou os 250 anos da independência americana.
Segundo o The Wall Street Journal, a primeira etapa das adaptações custou cerca de US$ 400 milhões, segundo autoridades da Força Aérea dos Estados Unidos. No entanto, o jato ainda receberá novas modificações a partir do outono americano para ampliar seus recursos de segurança e operação.
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Enquanto isso, os Estados Unidos aguardam os novos aviões presidenciais desenvolvidos pela Boeing. Até a chegada dos modelos definitivos, o avião do Catar funcionará como uma solução intermediária para a frota presidencial.
Atualmente, os Estados Unidos utilizam três Boeing 747 adaptados como Air Force One. Dois deles entraram em serviço durante o governo de George H. W. Bush e pertencem à categoria VC-25A.
Apesar de também ser um Boeing 747, a aeronave do Catar foi construída originalmente para a realeza do país e possui características diferentes dos aviões presidenciais americanos. Os VC-25A foram projetados como uma “Casa Branca voadora”, com espaços destinados a reuniões, equipe presidencial, imprensa e atendimento médico.
O jato catariano, por outro lado, manteve parte do interior luxuoso, com grandes poltronas de couro reclináveis. Além disso, não possui uma cabine exclusiva para jornalistas, que ficam separados da equipe presidencial por uma cortina durante os voos.
Outra diferença está na estrutura médica. Os atuais Air Force One contam com uma cabine preparada para atendimento de saúde, enquanto a Força Aérea americana não divulgou quais instalações médicas existem dentro do avião recebido do Catar.
A capacidade de armazenamento de alimentos também muda entre os modelos. Os VC-25A possuem cinco refrigeradores abaixo da cabine de passageiros, permitindo levar grandes quantidades de comida em viagens internacionais. Já a aeronave catariana tem menos espaço de refrigeração e pode depender de aviões de apoio para transportar parte dos suprimentos.
Um dos principais pontos em comum entre o avião do Catar e os atuais Air Force One está nos sistemas de comunicação. As duas aeronaves possuem equipamentos ultrassecretos que permitem ao presidente americano exercer suas funções durante o voo. O avião também conta com Starlink, rede de internet via satélite da SpaceX, segundo declarações de Trump.
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Entretanto, a aeronave ainda não possui todos os recursos defensivos dos modelos VC-25A. Os atuais Air Force One foram reforçados para suportar efeitos de uma explosão nuclear, incluindo proteção da fuselagem e dos componentes eletrônicos contra altos níveis de radiação.
Além disso, o jato do Catar não pode ser reabastecido em voo. Os modelos atuais possuem essa capacidade, mas a Força Aérea americana decidiu retirar esse requisito dos novos aviões presidenciais em desenvolvimento.
Entre as possíveis adaptações futuras estão sistemas avançados de defesa, incluindo tecnologias capazes de responder a ameaças de mísseis. Porém, especialistas avaliam que mudanças desse nível podem levar anos e exigir investimentos de centenas de milhões de dólares.
Enquanto o avião do Catar passa por ajustes, o programa dos novos Air Force One continua em desenvolvimento. Em 2018, a Boeing recebeu um contrato de quase US$ 4 bilhões da Força Aérea americana para construir dois novos jatos baseados no modelo 747-8.
Chamados de VC-25B, os novos aviões terão sistemas elétricos atualizados, unidades de energia auxiliares adicionais, múltiplas escadas automáticas e um sistema próprio de carregamento de bagagens.
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A Boeing prevê entregar o primeiro dos dois aviões em 2028. Pelo contrato, a empresa precisa absorver custos adicionais do projeto. Em julho, registrou uma baixa contábil de US$ 280 milhões, elevando as perdas acumuladas no programa para mais de US$ 3 bilhões.
Até a chegada dos novos modelos, o avião do Catar será uma alternativa temporária para o transporte presidencial, mas ainda precisará de novas adaptações para alcançar o mesmo padrão de segurança dos atuais Air Force One.
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