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CNBCAtaques a aeroportos colocam a aviação na mira dos conflitos geopolíticos

Conflito no Oriente Médio

Arábia Saudita bombardeia instalações petrolíferas no Iêmen; houthis ameaçam Riad

Publicado 13/10/2026 • 16:36 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Coalizão saudita bombardeou instalações petrolíferas próximas a Sanaa, após determinar a retirada de civis da região.
  • Houthis ameaçaram responder em Riad, após ataques anteriores deixarem mortos e centenas de feridos na capital saudita.
  • Conflito ameaça a navegação pelo estreito de Bab el-Mandeb, rota estratégica para o transporte internacional de petróleo.

Foto: Wikimedia Commons

A Arábia Saudita ampliou sua ofensiva militar no Iêmen nesta terça-feira (13), com bombardeios contra instalações petrolíferas próximas a Sanaa, capital do país. A operação provocou uma ameaça de retaliação dos houthis, que prometeram atingir Riad caso os ataques sauditas continuem.

A ofensiva foi relatada pela Al Masirah, emissora vinculada aos rebeldes, depois que a coalizão liderada pelos sauditas determinou a retirada de civis das instalações da Companhia de Petróleo Iemenita e de depósitos nas proximidades. Moradores relataram explosões, mas ainda não havia confirmação sobre as estruturas atingidas.

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A companhia petrolífera, administrada pelos houthis, declarou que os reservatórios bombardeados estavam vazios. Segundo a empresa, a operação não comprometeu os estoques de petróleo nem o fornecimento à população.

Houthis prometem resposta contra Riad

O porta-voz militar dos houthis, Yahya Saree, reagiu à ofensiva com uma ameaça direta à capital saudita. Em mensagem publicada no Telegram, afirmou que novos ataques contra Sanaa receberão uma resposta “firme e dolorosa” em Riad.

A escalada ocorre após uma sequência de ofensivas com mísseis e drones contra a Arábia Saudita. No sábado (10), um ataque ao aeroporto internacional de Riad deixou pelo menos 13 mortos e mais de 300 feridos. As autoridades sauditas investigam por que os sistemas de defesa aérea não conseguiram interceptar os projéteis.

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Nesta terça-feira, os rebeldes renovaram o alerta sobre os riscos de utilização do espaço aéreo saudita. Os ataques contra aeroportos levaram diversas companhias aéreas a suspender operações no país.

Disputa ameaça transporte de petróleo

O conflito ganhou uma nova dimensão no mês passado, quando os houthis passaram a controlar áreas estratégicas próximas ao estreito de Bab el-Mandeb, no sul do Mar Vermelho. A passagem conecta rotas comerciais utilizadas no transporte de petróleo e outras mercadorias entre o Golfo e os mercados internacionais.

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A coalizão saudita tenta recuperar o controle dessas regiões, enquanto cresce a preocupação com uma possível interrupção da navegação comercial. Uma intervenção direta dos Estados Unidos poderia levar os rebeldes a bloquear a passagem, comprometendo o escoamento de petróleo do Golfo Pérsico.

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Em comunicado divulgado pela agência SABA, controlada pelos houthis, o Ministério das Relações Exteriores do grupo chamou a Arábia Saudita de “Reino do Chifre de Satanás” e advertiu que a segurança e a soberania precisam ser asseguradas a todos os países da região.

Egito cobra fim dos ataques e EUA avaliam cenário

O ministro das Relações Exteriores do Egito, Badr Abdelatty, pediu a suspensão imediata das ofensivas houthis contra a Arábia Saudita. Durante conversa telefônica com o chanceler iraniano, Abbas Araghchi, declarou que os ataques não possuem justificativa e são inaceitáveis.

O governo egípcio também defendeu uma solução diplomática para as tensões entre Irã e Estados Unidos, argumentando que o diálogo é necessário para impedir uma deterioração ainda maior da segurança regional.

Riad pressiona Washington por uma participação mais direta na ofensiva militar. Até agora, os americanos colaboraram com inteligência, identificação de alvos e planejamento operacional, sem realizar bombardeios contra os houthis.

Leia também: Trump analisa participação dos EUA em ofensiva contra os houthis

Na segunda-feira (12), o presidente americano, Donald Trump, criticou os rebeldes e declarou que estavam “se comportando muito mal”. O republicano, porém, não informou se pretende autorizar uma intervenção militar dos Estados Unidos no Iêmen.

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