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Houthis ameaçam EUA com resposta ‘dolorosa’; alerta atrasa jogo do time de Cristiano Ronaldo

Publicado 12/10/2026 • 21:39 | Atualizado há 40 minutos

KEY POINTS

  • Rebeldes houthis ameaçaram retaliar caso os Estados Unidos intervenham na guerra do Iêmen, após a Arábia Saudita pedir apoio a Washington.
  • Um alerta de segurança em Riad adiou em uma hora o jogo entre Al Nassr, clube de Cristiano Ronaldo, e Neftchi Fergana, do Uzbequistão.
  • Novos ataques atingiram instalações sauditas, enquanto combates no Iêmen deixaram mais de 60 mortos em 24 horas, segundo fontes militares.

Foto: Voice of America (VOA) / Wikimedia Commons

ombatentes houthis participam de uma mobilização no Iêmen. O grupo ameaçou responder de forma “rápida e dolorosa” caso os Estados Unidos intervenham no conflito do país

Os houthis do Iêmen advertiram nesta segunda-feira (12) que qualquer intervenção dos Estados Unidos no conflito do país provocará uma resposta “rápida e dolorosa”. A ameaça foi feita após a Arábia Saudita, aliada de Washington, solicitar apoio diante da intensificação dos ataques contra seu território.

A escalada também afetou o futebol. Um alerta de segurança enviado aos celulares de moradores de Riad atrasou em uma hora o início da partida entre o Al Nassr, clube de Cristiano Ronaldo, e o Neftchi Fergana, do Uzbequistão. A recomendação para que a população procurasse abrigo ocorreu após fortes explosões voltarem a ser registradas na capital saudita.

A ameaça de retaliação partiu de Mohamed Al Bukhaiti, alto dirigente houthi, em entrevista à AFP na capital iemenita, Sanaa. “Se os Estados Unidos se envolverem na agressão contra o Iêmen (…), a resposta será rápida e dolorosa”, declarou. Segundo ele, a reação atingiria tanto Washington quanto “todos os seus interesses na região”.

Leia também: Arábia Saudita investiga falhas na defesa aérea após ataque houthi a Riad

Ameaça a Washington e reação saudita

Donald Trump havia classificado como “inaceitável” o ataque de sábado contra a capital saudita, descrito como o mais letal sofrido pelo reino em dez anos. Nesta segunda-feira, o presidente americano voltou a criticar o grupo: “Os houthis estão se comportando muito mal”.

Al Bukhaiti também acusou Riad de insistir na solução militar e ameaçou destruir “todo o conjunto das infraestruturas sauditas”. O dirigente pediu que funcionários de instalações petrolíferas e aeroportos se afastassem desses locais.

O Ministério da Energia da Arábia Saudita reconheceu a pressão sobre o país, maior exportador mundial de petróleo, e prometeu uma “resposta firme”. “Essas circunstâncias colocaram à prova nossas infraestruturas, nossas instituições, nossas equipes e nossa resiliência”, afirmou o ministro Abdulaziz bin Salman.

Leia também: EUA alertam para escalada rápida após houthis atacarem Riad

Explosões, mísseis e aeroportos sob ataque

Na noite de segunda-feira, os houthis reivindicaram novos disparos contra o aeroporto de Riad, que já havia sido atacado nos últimos dias. As autoridades sauditas informaram ter interceptado um míssil balístico.

Mais tarde, a coalizão militar liderada pela Arábia Saudita anunciou a destruição de outros dois mísseis balísticos lançados em direção a Khamis Mushait, no sudeste do reino, perto da fronteira com o Iêmen. A cidade abriga uma base militar que já havia sido alvo de ataques.

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As autoridades sauditas divulgaram imagens de câmeras de segurança do ataque de sábado ao Aeroporto Internacional Rei Khalid, em Riad, que matou 13 pessoas. O terminal permanecia fechado, enquanto as perturbações no espaço aéreo do país continuavam.

Leia também: Delta adia estreia de voos à Arábia Saudita após ataques em Riad

Nas gravações, passageiros vestidos com roupas tradicionais de peregrinação aparecem em uma fila de inspeção de segurança antes de uma explosão atingir parte do teto, espalhando fumaça e destroços. Outubro marca o início de um período de maior movimento de peregrinos com destino a Meca e Medina.

A temporada também concentra eventos empresariais e de entretenimento que atraem executivos e autoridades. Além de Riad, o aeroporto de Dammam e duas instalações energéticas da Aramco, no leste saudita, foram atacados.

Guerra no Iêmen e avanço sobre rota marítima

Os ataques ocorrem em meio à retomada da guerra civil no Iêmen, que opõe os houthis, apoiados pelo Irã, ao governo iemenita respaldado por uma coalizão liderada pela Arábia Saudita. Os confrontos voltaram a se intensificar em julho, em meio à crise mais ampla no Oriente Médio.

Leia também: Conflito no Iêmen se intensifica e houthis relatam ataques sauditas

Em setembro, uma ofensiva dos houthis lhes permitiu assumir o controle do Estreito de Bab el-Mandeb, no Mar Vermelho, segundo o relato sobre o conflito. A movimentação desencadeou uma contraofensiva das forças governamentais.

Apesar dos bombardeios da aviação saudita em apoio às tropas do governo, os combatentes houthis ampliaram o cerco à cidade de Taiz, a terceira maior do Iêmen. Fontes militares dos dois lados informaram que os confrontos deixaram mais de 60 mortos nas últimas 24 horas.

O Irã, que apoia os houthis, manifestou “profunda preocupação” com a deterioração da situação e declarou estar disposto a “facilitar o diálogo entre as partes”.

Leia também: Entenda a importância do Estreito de Bab al-Mandab para o petróleo

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