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Ataques ao Irã podem provocar crise radiológica, diz Rússia; entenda o que isso significa
Publicado 02/03/2026 • 21:59 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 02/03/2026 • 21:59 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
Foto: Unsplash.
Ataques ao Irã podem provocar crise radiológica; entenda o que isso significa
A Rússia teme que uma crise radiológica se instale pelo Oriente Médio. Isso porque, após anos de ameaças, os Estados Unidos e Israel atacaram o Irã no último sábado (28).
Em geral, os bombardeios assolam o Oriente Médio, incluindo países vizinhos – como Líbano, Emirados Árabes, Arábia Saudita e outros. No combate, utilizaram-se mísseis, drones, armas navais e sistemas hipersônicos. Contudo, a preocupação principal se deve ao fato de o Irã ser o 16º país com maior poder bélico do mundo, incluindo armas nucleares.
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Nesse contexto, a Rússia se posicionou contra os ataques dos EUA e de Israel, caracterizando as ações como “aventureirismo imprudente”. Motivo pelo qual o país teme uma “possível catástrofe radiológica” no Oriente Médio, segundo a Reuters.
Atualmente, o presidente dos EUA, Donald Trump, diz ter como objetivo aniquilar as armas nucleares do Irã. Esse movimento tem aumentado a tensão acerca de uma possível crise radiológica.
Por isso, nas palavras do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, atacar as instalações nucleares do Irã é inaceitável, com EUA e Israel sendo “responsáveis pelas consequências negativas desta crise provocada pelo homem, incluindo… a escalada da violência”.
Ademais, a Rússia tem dado apoio ao Irã e a grupos aliados de Teerã na região.
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Conforme a definição da Organização Mundial da Saúde (OMS), emergências radiológicas são “situações ou eventos atípicos que exigem ação imediata para mitigar um risco radionuclear ou suas consequências adversas para a vida humana, a saúde, a propriedade ou o meio ambiente.”
Por outro lado, emergências nucleares “envolvem a liberação de energia resultante de uma reação nuclear em cadeia ou do decaimento dos produtos dessa reação”. Ou seja:
Na prática, crises radiológicas surgem do uso indevido de materiais radioativos (como o urânio) em:
As consequências nesses casos costumam ser muito graves. A depender do tipo, grau e durabilidade da exposição, a crise pode gerar prejuízos à saúde de civis e militares, comprometer solo, água e ar, além de “perda de casas e empregos, a falta de acesso a cuidados médicos regulares, a estigmatização dos evacuados e outras dificuldades”, como detalha a OMS.
Mas quão perto estamos realmente de uma crise radiológica?
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De acordo com a Arms Control Association (ACA), em 1970, o Irã assinou o Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP). Porém, prosseguiram com atividades nucleares ilícitas até 2003 – o que incluía um programa de armas nucleares.
Já em 2007, a comunidade de inteligência dos EUA concluía que “o Irã tem a capacidade científica, técnica e industrial para eventualmente produzir armas nucleares, caso decida fazê-lo”.
As suspeitas de desenvolvimento de armas nucleares acarretaram diversas sanções econômicas ao Irã. Conforme o relatório de Avaliação de Ameaças Globais de 2024, a república islâmica não retomou as atividades focadas em armas atômicas.
Por outro lado, nessa época o país já tinha avançado o suficiente para construir armas e até acumulado urânio enriquecido a 60%, suficiente para o desenvolvimento das armas.
Considerando a ogiva grande, difícil de manusear e incompatível com as armas detectadas antes de 2003, entende-se que o Irã continuou com as atividades nucleares, embora as agências de inteligência ainda não tenham evidências disso.
Com os anos, conforme os conflitos com os Estados Unidos e Israel se intensificaram, as autoridades do Irã começaram a insinuar que repensariam a doutrina nuclear caso alguma das instalações nucleares fosse atacada ou as condições de segurança mudassem. Logo, há risco de uma nova crise radiológica.
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