Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Crise em Ormuz pode encarecer fretes, seguros e pressionar negócios no mundo
Publicado 21/08/2026 • 19:00 | Atualizado há 1 hora
Dow Jones sobe 500 pontos, mas índice registra perdas semanais consecutivas
Tesla faz recall de 3 milhões de veículos na China por falhas de segurança
Broadcom negocia captação de até US$ 80 bilhões para financiar chips de IA
Fabricante da Labubu, Pop Mart vê ações caírem com queda nas vendas fora da China
Bitcoin caminha para alta semanal de 20% com retorno do otimismo dos investidores
Publicado 21/08/2026 • 19:00 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
As tensões entre Estados Unidos e Irã no Estreito de Ormuz vão além do impacto sobre o petróleo e colocam em debate a previsibilidade das principais rotas do comércio global.
Para Antônio Gelis, professor de Geopolítica para Negócios da FGV-EAESP, o risco de restrições à navegação pode elevar custos de frete e seguro, além de expor uma “nova desordem global” marcada pela crescente instabilidade das cadeias de suprimentos.
Em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, o especialista afirmou que o principal efeito de uma eventual restrição permanente à circulação de navios seria o aumento da imprevisibilidade para empresas e mercados.
“Vai aumentar os custos de frete, vai aumentar indiretamente o custo de seguro também. Mas o ponto central, além desses aspectos financeiros, é que isso é o sintoma de uma doença maior”.
Para Gelis, a discussão revela uma mudança mais ampla no ambiente internacional.
“Podemos chamar de uma certa nova desordem global. Aquele mundo no qual as rotas marítimas eram seguras, eram previsíveis, isso se torna um grande sintoma das diferentes disputas de poder que nós temos”.
Segundo o professor, a instabilidade dificulta o planejamento de empresas que dependem do fluxo global de mercadorias e commodities.
“O planejamento do fluxo de bens pelo planeta, de commodities pelo planeta, obviamente fica menos previsível. E os negócios não gostam de imprevisibilidade.”
A discussão sobre uma eventual cobrança pela passagem no Estreito de Ormuz precisa ser analisada com cautela. Para ele, no atual estágio do conflito, as ameaças podem fazer parte de uma estratégia de pressão psicológica entre os envolvidos.
“Eu seria mais cauteloso quanto ao quanto isso será efetivamente implementado. No momento, isso ainda é parte de um jogo psicológico quase dentro da guerra, com ameaças recíprocas de cobrança”, afirmou.
Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Siga o Times | CNBCMesmo assim, Gelis destacou que a simples possibilidade de países passarem a impor custos ou restrições sobre rotas estratégicas já representa um sinal negativo para o comércio internacional.
“A mera citação dessa possibilidade, a mera possibilidade de que países avisem que cobrarão por essa passagem, é algo ruim.”
Um dos principais riscos, está na própria geografia da região. Para afetar o tráfego marítimo, o Irã não precisaria necessariamente de uma grande operação militar.
“A gente olha o mapa e percebe que é muito mais fácil para o Irã”.
Gelis avaliou que a ameaça à segurança dos navios pode ser suficiente para reduzir drasticamente a circulação pela região.
“Não estamos falando necessariamente de uma disputa de forças, mas de uma ameaça, de uma capacidade de fazer ameaça.”
Para o professor, o conflito também reforça uma transformação na própria dinâmica militar. Gelis citou o avanço de drones e tecnologias relacionadas à inteligência artificial como fatores que podem reduzir a eficácia de modelos tradicionais de poder militar.
“A guerra está mudando. Os drones e outros recursos que estão surgindo com inteligência artificial estão mudando a natureza da guerra.”
Segundo ele, esse cenário levanta questionamentos sobre a capacidade de modelos militares tradicionais responderem às novas ameaças.
“Há algumas dúvidas que surgem nessa discussão hoje sobre o quanto o modelo americano de ancorar porta-aviões com a superioridade incontestável dos Estados Unidos ainda é um poder tão eficaz quanto foi desde muitas décadas atrás.”
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Maiores Audiências
1
Lotofácil 3766: confira os números sorteados nesta quarta-feira (19)
2
Quando será lançado o iPhone 18 Pro? Veja as datas mais prováveis
3
Robôs humanoides podem estar a 10 anos de seu “momento ChatGPT”, diz fundador da Unitree
4
Como funciona a marca d’água que o Claude vai deixar nos textos criados por IA
5
Ambipar: credores pedem suspensão de assembleia sobre recuperação judicial e questional falta de informações