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Como funciona a marca d’água que o Claude vai deixar nos textos criados por IA
Publicado 17/08/2026 • 19:43 | Atualizado há 1 hora
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KEY POINTS
Foto: Anthropic
A Anthropic anunciou que os próximos modelos do Claude passarão a gerar textos com uma marca d’água invisível, criada para identificar a probabilidade de que determinado conteúdo tenha sido produzido ou editado pela inteligência artificial.
A mudança faz parte da adequação da empresa ao AI Act da União Europeia, que estabelece regras para a identificação de conteúdos gerados por inteligência artificial. A Anthropic afirma que o sistema será implementado globalmente.
Segundo a empresa, a marca d’água não adicionará caracteres ocultos, informações extras ou tokens ao texto. Também não deverá alterar a qualidade, a criatividade ou a legibilidade das respostas e não terá impacto relevante no custo ou na velocidade do modelo.
O sistema utiliza uma técnica baseada na forma como modelos de linguagem escolhem a próxima palavra de uma frase. Em situações nas quais existem diferentes palavras igualmente adequadas, o mecanismo altera a fonte de aleatoriedade utilizada pelo Claude para fazer a escolha.
O resultado cria um padrão estatístico que não pode ser percebido pelo leitor, mas pode ser identificado por quem tiver a chave necessária para verificar o conteúdo.
A tecnologia escolhida pela Anthropic é uma versão do SynthID-Text, desenvolvido pelo Google DeepMind e apresentado em um estudo publicado na revista Nature em 2024.
A marca d’água não determina de forma definitiva que um texto foi escrito pelo Claude. Ela calcula a probabilidade de que o modelo tenha participado da produção do conteúdo. Quanto maior o texto, maior tende a ser a quantidade de informações disponíveis para a detecção.
O sistema também terá limitações. Em textos factuais, nos quais há pouca liberdade para escolher entre palavras diferentes sem comprometer a precisão, a marca d’água será menos presente.
O mesmo vale para revisões. Quando o Claude apenas corrige a gramática e a pontuação de um texto escrito por uma pessoa, poucas palavras são modificadas pelo modelo, o que pode dificultar a identificação.
No código, o efeito também será menor. Como muitos trechos precisam seguir uma estrutura exata para funcionar corretamente, há menos espaço para escolhas alternativas. Comentários e outras partes mais flexíveis, porém, ainda podem receber a marca d’água.
Traduções feitas pelo Claude, por outro lado, terão marca d’água, já que as palavras são escolhidas pelo próprio modelo.
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Siga o Times | CNBCA Anthropic afirma que a tecnologia não armazenará informações capazes de vincular a marca d’água a uma pessoa, empresa ou conversa específica.
A empresa também diz que o recurso não aumentará o preço de utilização do Claude, pois não exige a geração de tokens adicionais.
A Anthropic pretende lançar futuramente uma API para detectar as marcas d’água presentes nos textos.
Para arquivos como PNG, JPG e SVG, a empresa utilizará uma tecnologia diferente. Os arquivos produzidos ou processados pelo Claude receberão uma credencial criptograficamente assinada nos metadados, seguindo o padrão aberto C2PA.
Diferentemente da marca d’água de texto, essa credencial não altera ou esconde elementos dentro da imagem. Ela apenas registra que o arquivo foi produzido ou processado com o auxílio do Claude.
A Anthropic afirma que a implementação ocorre principalmente para cumprir as exigências do AI Act europeu. A empresa e outros grandes desenvolvedores de inteligência artificial assinaram, em julho de 2026, o Código de Práticas da União Europeia sobre transparência de conteúdos gerados por IA.
A companhia decidiu aplicar a tecnologia globalmente porque ainda não possui uma maneira considerada suficientemente durável para limitar o recurso apenas ao mercado europeu.
Modelos antigos do Claude, lançados antes de 2 de agosto de 2026, também deverão receber a tecnologia durante os próximos meses, segundo a Anthropic.
A empresa ressalta que a marca d’água não determina autoria ou propriedade intelectual. O mecanismo apenas indica que o Claude provavelmente participou da criação ou do processamento daquele conteúdo.
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