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Diplomacia tenta conter guerra no Irã em meio à escalada militar e impasse entre EUA e Teerã
Publicado 29/03/2026 • 18:00 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 29/03/2026 • 18:00 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
Ministério Exterior do Paquistão / AFP
Ministro das Relações Exteriores do Paquistão, Ishaq Dar (2º à direita), posando para uma foto com seus homólogos, Hakan Fidan (à direita), da Turquia, Faisal bin Farhan (2º à esquerda), da Arábia Saudita, e Badr Abdelatty
Diplomatas se reuniram neste domingo (29) em Islamabad, no Paquistão, para discutir formas de encerrar a guerra no Oriente Médio, mas os esforços ocorrem em meio à continuidade dos ataques de Israel e Estados Unidos contra o Irã, enquanto Teerã responde com mísseis e drones.
O governo paquistanês informou que participaram das conversas os chanceleres da Arábia Saudita, Turquia e Egito, enquanto o primeiro-ministro Shehbaz Sharif relatou ter mantido “amplas discussões” com o presidente iraniano Masoud Pezeshkian sobre o conflito.
Após um mês de guerra, iniciada com ataques de Estados Unidos e Israel, o conflito já deixou mais de 3 mil mortos e elevou preocupações sobre o abastecimento global de petróleo e gás, especialmente devido ao controle iraniano sobre o Estreito de Ormuz.
Estados Unidos e Israel não participam das negociações, enquanto Washington reforça sua presença militar na região. Ao mesmo tempo, os rebeldes houthis do Iêmen entraram no conflito, ampliando o risco de escalada e impactos no comércio global.
Israel relatou novos ataques vindos do Irã neste domingo, enquanto explosões foram ouvidas em Teerã, indicando a continuidade das hostilidades.
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Os ministros Badr Abdelatty (Egito), Hakan Fidan (Turquia) e o príncipe Faisal bin Farhan (Arábia Saudita) participam das negociações, que ocorrem após os Estados Unidos apresentarem ao Irã uma proposta de 15 pontos, intermediada pelo Paquistão.
Segundo Abdelatty, o objetivo é abrir um “diálogo direto” entre Washington e Teerã, que até agora se comunicam principalmente por intermediários.
O Irã rejeitou publicamente a proposta americana, mas, segundo a mídia estatal, apresentou uma contraproposta de cinco pontos, que inclui fim das mortes de autoridades, garantias contra ataques, reparações de guerra e soberania sobre o Estreito de Ormuz.
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Apesar disso, as negociações avançaram pouco. Autoridades americanas veem um possível ponto de inflexão, enquanto líderes iranianos continuam resistindo a negociar sob pressão.
Na prática, os EUA enviaram milhares de fuzileiros navais e paraquedistas, enquanto os houthis lançaram mísseis contra “alvos militares sensíveis” em Israel, ampliando o conflito.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que Washington “pode alcançar seus objetivos sem tropas terrestres”, em meio à oposição interna a uma possível invasão.
O Irã elevou o tom após ataques atingirem universidades, que Israel afirma serem usadas em pesquisa nuclear.
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A Guarda Revolucionária declarou que universidades israelenses e campi americanos na região podem se tornar “alvos legítimos”, caso não haja garantias de segurança para instituições iranianas.
Entre as instituições citadas estão campi de universidades como Georgetown, New York University e Northwestern no Golfo.
O Irã também exigiu que os EUA condenem os ataques e impeçam novas ações contra centros de pesquisa, após dezenas de instituições serem atingidas, incluindo a Universidade de Ciência e Tecnologia do Irã e a Universidade de Tecnologia de Isfahan.
O porta-voz militar houthi, Yahya Saree, afirmou que o grupo lançou mísseis contra alvos militares no sul de Israel.
Segundo o analista Ahmed Nagi, do International Crisis Group, ataques a navios comerciais podem elevar preços do petróleo e desestabilizar a segurança marítima global.
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O estreito de Bab el-Mandeb, rota essencial para o comércio via Canal de Suez, torna-se ainda mais estratégico, enquanto a Arábia Saudita redireciona exportações devido ao bloqueio do Estreito de Ormuz.
Entre novembro de 2023 e janeiro de 2025, os houthis atacaram mais de 100 embarcações, afundando duas, em ações que dizem apoiar os palestinos.
A escalada também levanta preocupações sobre a movimentação do porta-aviões USS Gerald R. Ford, que pode ser enviado ao Mar Vermelho e se tornar alvo de ataques.
O conflito segue ampliando seu impacto humano: mais de 1.900 mortos no Irã, 19 em Israel, mais de 1.100 no Líbano, além de 80 mortos no Iraque, 20 nos países do Golfo e quatro na Cisjordânia ocupada.
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