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Entenda como guerra no Irã pode afetar o preço da comida no Brasil
Publicado 28/03/2026 • 18:40 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 28/03/2026 • 18:40 | Atualizado há 2 meses
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Foto: Freepik
Entenda como guerra no Irã pode afetar o preço da comida no Brasil
O conflito no Oriente Médio se encaminha para o terceiro mês de bombardeios entre Estados Unidos, Irã e, posteriormente, Israel. A guerra, que originalmente se iniciou após as investidas americanas contra o programa nuclear iraniano, passou a para outro patamar quando uma crise energética começou a afetar diversos países do mundo.
O principal fator por trás da atual crise é o fechamento do Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas para o abastecimento global de petróleo e outros materiais essenciais, praticamente controlada pelo Irã.
Leia também: Brasil aciona rota via Turquia para driblar restrições no Estreito de Ormuz
Além da crise energética, que afeta diretamente países dependentes do recurso para consumo interno, a escassez de petróleo também pressiona o preço dos alimentos. Com combustíveis mais caros, o custo do transporte aumenta, elevando as despesas das indústrias, que acabam repassando esse impacto ao consumidor final.
Além do impacto na falta do reabastecimento do petróleo, o fertilizante também é de extrema importância para países referências no agronegócio, como o Brasil. O país já enfrenta o impacto da escassez do petróleo, mesmo que seja um produtor do material.
Entretanto, o país produz 5 milhões de barris diários. Desse volume, três são para uso local e dois são exportados, produção essa que não é suficiente para suprir a necessidade do país.
Logo, o Brasil depende diretamente do fertilizante, produto derivado do petróleo, para garantir a qualidade nas safras produzidas pelo país. Vale lembrar que o Brasil é um importante exportador de ureia, um fertilizante nitrogenado muito utilizado na agricultura.
Com isso, a alta no preço dos fertilizantes pode comprometer as próximas safras no país e, consequentemente, pressionar os preços dos alimentos ao consumidor final.
Leia também: “Não é tarefa fácil”: China defende negociações entre EUA e Irã sobre Ormuz
Embora o Brasil possa não sentir os efeitos da guerra na mesma rapidez que outros países mais próximos ao confronto, o cenário internacional segue sendo um fator de risco.
Se o conflito entre Irã e EUA permanecer, junto com o bloqueio de vias importantes, além da combinação de petróleo caro, custos logísticos elevados e pressão na produção agrícola, deve resultar em alimentos mais caros nos próximos meses.
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