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Dirigente do BCE indica tendência de alta nos juros diante de pressão inflacionária e incertezas
Publicado 02/04/2026 • 16:15 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 02/04/2026 • 16:15 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
O e presidente do Banco Central da França, François Villeroy de Galhau
O integrante do Conselho do Banco Central Europeu (BCE) e presidente do Banco Central da França, François Villeroy de Galhau, afirmou nesta quinta-feira (2) que a tendência para a próxima decisão sobre juros é de alta, destacando que o cenário atual exige atenção redobrada das autoridades monetárias.
Segundo Villeroy, ainda é prematuro definir um cronograma para eventuais aumentos das taxas, mas reforçou que o BCE está preparado para agir quando necessário. “Temos capacidade para agir quando e da forma que for necessária”, declarou o dirigente.
O dirigente alertou para a necessidade de vigilância máxima, diante da forte elevação nas expectativas de inflação do mercado, ao mesmo tempo em que ressaltou a ausência de dados mais claros sobre as expectativas de empresas e famílias.
Leia também: Tarifas dos EUA pesam mais sobre empresas e consumidores do país, aponta BCE
Ele também destacou limitações nos modelos econômicos, que podem subestimar impactos negativos mais amplos, como interrupções em cadeias de abastecimento, especialmente de plásticos e outros insumos, além do risco de empresas anteciparem reajustes de preços, inclusive em setores não diretamente afetados.
Apesar das pressões, Villeroy ponderou que o cenário atual não representa uma repetição de 2022, mesmo com a guerra no Oriente Médio. Segundo ele, o choque atual é relevante, sobretudo no petróleo, enquanto o gás apresentava preços mais baixos antes de fevereiro de 2026.
Ele ressaltou ainda que a zona do euro e a França não enfrentam hoje os desequilíbrios pós-pandemia, e que a política monetária atual difere do período anterior, o que muda a forma de resposta das autoridades.
Leia também: Diretora do BCE vê riscos de alta da inflação na zona do euro
Por outro lado, o dirigente reconheceu que o momento é mais desconfortável, citando o alto grau de incerteza e a presença de um choque negativo de oferta, fatores que tornam a condução da política econômica mais complexa.
“Desta vez, mais do que nunca, agiremos sem pressa, mas sem hesitação, se for necessário”, concluiu Villeroy.
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