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Diretora do BCE vê riscos de alta da inflação na zona do euro
Publicado 06/03/2026 • 16:22 | Atualizado há 7 meses
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Publicado 06/03/2026 • 16:22 | Atualizado há 7 meses
KEY POINTS
As tensões geopolíticas, a força do mercado de trabalho e o avanço da demanda doméstica podem manter pressões sobre os preços na zona do euro, segundo avaliação da diretora do Banco Central Europeu (BCE), Isabel Schnabel. Embora a inflação deva convergir para a meta de 2% no médio prazo, ela afirmou nesta sexta-feira (6) que o cenário atual traz riscos de alta, especialmente após o choque recente nos preços de energia associado ao conflito envolvendo o Irã.
A dirigente destacou que o mercado de trabalho europeu segue restrito, o que contribui para sustentar a pressão sobre custos. “Os mercados de trabalho em toda a zona do euro permanecem restritos”, afirmou Schnabel, acrescentando que o desemprego permanece baixo em comparação com padrões históricos. Ao mesmo tempo, ressaltou que “a remuneração total por empregado permanece elevada em relação aos níveis compatíveis com uma inflação estável”.
Na avaliação da diretora do BCE, esse conjunto de fatores aumenta o risco de persistência inflacionária, sobretudo em serviços com uso intensivo de mão de obra. “Essa combinação de fatores representa riscos de alta para a trajetória futura da inflação doméstica”, disse, explicando que os salários têm grande peso na estrutura de custos desses segmentos, o que torna o repasse aos preços gradual, porém persistente.
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Siga o Times | CNBCSchnabel também afirmou que políticas fiscais expansionistas e a melhora nas perspectivas de demanda podem ampliar essas pressões. Por outro lado, ela observou que novos acordos comerciais podem compensar parte da desaceleração nas trocas com os Estados Unidos.
Segundo a dirigente, a inflação pode voltar a ganhar força caso a demanda avance além da capacidade produtiva. “Com mercados de trabalho apertados e demanda doméstica em fortalecimento, as pressões de preços podem reaparecer se a demanda superar a oferta”, alertou.
Apesar dos riscos, Schnabel avaliou que a política monetária do BCE está preparada para lidar com o cenário. “Nosso mandato de estabilidade de preços está bem equipado e robusto para lidar com os desafios atuais”, afirmou, acrescentando que a política monetária da zona do euro permanece em posição favorável, ainda que o ambiente geopolítico e macroeconômico continue trazendo riscos de alta para a inflação.
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