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Conflito no Oriente Médio

Guerra no Irã: Estreito de Ormuz segue fechado mesmo após acordo com Omã

Publicado 26/08/2026 • 23:30 | Atualizado há 2 meses

KEY POINTS

  • Estreito de Ormuz segue fechado após meses desde o início da guerra.
  • Local controlado pelo Irã é a rota marítima mais importante para o envio de petróleo.
  • Donald Trump afirmou que não está com pressa para negociar a reabertura do local.
Estreito de Ormuz

Foto: AFP

Guerra no Irã Estreito de Ormuz segue fechado mesmo após acordo com Omã

O Estreito de Ormuz continua no centro das tensões entre Irã e Estados Unidos. Mesmo após um novo entendimento com Omã, a principal rota de saída de petróleo do Golfo ainda não voltou a funcionar normalmente.

A situação mantém o mercado de energia em alerta e continua dificultando qualquer avanço maior nas negociações sobre o fim do conflito.

Leia também: Irã afirma que os EUA “perderam” a guerra e “fracassarão” com sua campanha de asfixia econômica

Rota temporária

O vice-ministro iraniano das Relações Exteriores, Kazem Gharibabadi, afirmou que Irã e Omã concordaram com uma rota marítima temporária para navios que precisam cruzar o Estreito de Ormuz.

O acordo, porém, não representa uma reabertura completa da passagem. Segundo Gharibabadi, o Irã só pretende liberar totalmente o estreito quando os Estados Unidos cumprirem compromissos previstos em um acordo provisório de paz assinado em junho e que já perdeu validade.

Estreito de Ormuz segue fechado

A guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã começou com ataques a Teerã em 28 de fevereiro e praticamente interrompeu a navegação pelo estreito. Desde então, o canal virou um dos principais pontos de disputa entre Washington e Teerã.

Depois de novos ataques americanos contra áreas do Irã em julho, o governo iraniano também passou a rejeitar conversas diretas com os Estados Unidos sobre o tema.

Por que a rota é tão importante?

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O Estreito de Ormuz é uma passagem marítima estreita que conecta o Golfo a rotas internacionais. Em períodos normais, cerca de um quinto do petróleo e do gás natural do mundo passa pela região.

Dessa forma, qualquer interrupção pode afetar rapidamente preços de energia, transporte marítimo e custos para empresas e consumidores em diferentes países.

Pressão no mercado de energia

Com menos navios circulando, a guerra no Oriente Médio também aumenta a preocupação de diversos países que estão fora da guerra sobre o fornecimento de petróleo e gás.

O problema não envolve apenas o volume de combustível. O fechamento também aumenta riscos para embarcações, seguros, fretes e toda a cadeia logística ligada ao transporte de energia.

Leia também: EUA levam tecnologia anti-drones ao Oriente Médio em acordo de US$ 22,3 milhões

Trump diz que não tem pressa

Donald Trump afirmou ao Al Jazeera que as ações econômicas e militares contra o Irã continuam funcionando e que não tem pressa para concluir um acordo com Teerã.

Do lado iraniano, o governo mantém a posição de negociar diretamente apenas com Omã sobre o futuro da rota marítima. Assim, o acordo temporário reduz parte da pressão sobre a navegação, mas segue colocando o Estreito de Ormuz como um dos principais focos da guerra.

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