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CNBCPetróleo dos EUA oscila perto de US$ 80 com queda dos preços diante de expectativas por acordo sobre Ormuz

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Irã e Omã se aproximam de acordo sobre Estreito de Ormuz enquanto EUA adiam sanções secundárias

Publicado 26/08/2026 • 09:30 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Irã e Omã afirmaram que estão próximos de um acordo para garantir a passagem segura de navios pelo Estreito de Ormuz.
  • Os preços do petróleo ampliaram as quedas, apesar de o tráfego pelo estreito ter recuado dois terços em relação à média de 10 dias.
  • Os EUA adiaram a aplicação de sanções secundárias significativas no âmbito do chamado “Dia D econômico”, após a ameaça de retaliação da China.

Foto: Unsplash

Irã e Omã estão próximos de um acordo para garantir a passagem segura de navios pelo Estreito de Ormuz e definir a futura administração dessa importante via econômica.

Os países do Golfo afirmaram, em um comunicado conjunto divulgado na terça-feira (25), que seus respectivos ministros das Relações Exteriores discutiram uma “estrutura proposta” para estabelecer “um corredor de navegação temporário conjunto através do Estreito de Ormuz”, além de um acordo para implementar um projeto conjunto de remoção de minas marítimas no estreito.

Os preços do petróleo ampliaram as perdas recentes após o comunicado, com o petróleo Brent, referência internacional, sendo negociado abaixo de US$ 90 por barril durante a noite.

Apenas cinco navios de commodities atravessaram o Estreito de Ormuz na terça-feira (25), abaixo da média de 15 embarcações registrada nos 10 dias anteriores, segundo dados preliminares da Kpler. Antes do conflito com o Irã, cerca de um quinto do petróleo bruto mundial normalmente passava pelo estreito.

Leia também: Irã e Omã discutem rota marítima conjunta no Estreito de Ormuz e operação para desminagem

O comunicado conjunto entre Irã e Omã também informou que as “negociações técnicas” continuariam “com o objetivo de chegar a um acordo sobre um corredor de navegação permanente e a futura administração do estreito”, além de estabelecer um mecanismo para compartilhamento de informações, gerenciamento do tráfego e prestação de serviços de navegação e segurança.

Contribuindo para pressionar os preços do petróleo nos últimos dias, os EUA teriam começado a retirar seus diplomatas de volta para os países do Golfo, o que sugere que Washington não espera uma escalada militar no momento.

A agência russa RIA Novosti também informou na noite de terça-feira que os EUA e o Irã anunciariam nos próximos dias um novo acordo de cessar-fogo, citando fontes iranianas e paquistanesas. O acordo incluiria a garantia de liberdade de navegação pelo Estreito de Ormuz.

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A informação, no entanto, não pôde ser verificada de forma independente, e a Casa Branca não respondeu ao pedido de comentário feito pela MS Now.

O cenário ocorre após o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, prometer na segunda-feira (24) lançar um “Dia D econômico” contra o regime iraniano, ameaçando atingir os chamados “facilitadores” de Teerã e seus parceiros comerciais em uma tentativa de estrangular a economia do país. A medida incluía uma lista de 60 indivíduos, entidades e embarcações.

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Até o momento, porém, os EUA não aplicaram sanções secundárias significativas contra outros países, incluindo, de forma particularmente relevante, instituições financeiras chinesas suspeitas de facilitar o comércio de petróleo do Irã.

“Por que eu iria querer explodir o sistema financeiro global? Acreditamos que é importante estabelecer um novo nível de referência e dar às pessoas um período de adaptação, mas elas devem saber que isso vai acontecer muito rapidamente e que estamos falando sério”, disse Bessent na segunda-feira.

A China, que compra cerca de 90% do petróleo iraniano, ameaçou na terça-feira retaliar caso os EUA decidam ampliar a pressão econômica sobre países que mantêm relações comerciais com Teerã.

“A China tomará todas as medidas necessárias para proteger firmemente seus direitos e interesses”, afirmou um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês na terça-feira.

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