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Egito busca reabrir canal de diálogo entre Irã e EUA em meio à tensão no Estreito de Ormuz
Publicado 22/08/2026 • 16:30 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 22/08/2026 • 16:30 | Atualizado há 2 meses
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Chefe político do Hamas, Khalil al-Hayya, deve viajar ao Cairo para conversas com autoridades egípcias antes da visita de Jared Kushner à região.
O Egito intensificou os esforços diplomáticos para reativar as negociações entre Irã e Estados Unidos, com o objetivo de buscar uma saída para o conflito e reduzir os riscos no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas para o transporte mundial de petróleo.
A iniciativa foi confirmada pelo Ministério das Relações Exteriores do Egito neste sábado (22), após o Irã declarar vitória no confronto com os Estados Unidos. O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, conversou por telefone com o ministro egípcio das Relações Exteriores, Badr Abdelatty. Segundo o governo do Cairo, os dois discutiram formas de colocar novamente Teerã e Washington à mesa de negociações.
As conversas também envolveram contatos entre Irã e Omã sobre a administração e a segurança da navegação pelo Estreito de Ormuz. O governo iraniano não havia se manifestado sobre o diálogo até a última atualização.
Horas antes, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que o conflito com os Estados Unidos deveria chegar ao fim. Segundo ele, a comunidade internacional teria reconhecido a vitória iraniana.
“O mundo inteiro aprovou nossa vitória e os EUA são odiados”, declarou Pezeshkian, de acordo com a agência estatal iraniana IRNA.
Washington, porém, mantém uma postura de pressão sobre Teerã. O presidente Donald Trump voltou a defender o aumento das medidas econômicas e do isolamento internacional contra o Irã como forma de pressionar o país a fazer concessões relacionadas ao programa nuclear e garantir a retomada da navegação no Estreito de Ormuz.
Enquanto os esforços diplomáticos avançam, novos episódios aumentaram a tensão no Oriente Médio.
A agência estatal síria SANA informou que um drone israelense atingiu um veículo na região de Beit Jin, no sudoeste da Síria. Pelo menos uma pessoa ficou ferida. Autoridades sírias afirmaram que civis foram atingidos e classificaram o episódio como uma violação da soberania do país.
Israel, por sua vez, declarou que o alvo era um integrante de um grupo considerado terrorista, que estaria prestes a concluir os preparativos para ataques. As Forças Armadas israelenses não forneceram outros detalhes sobre a operação.
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Siga o Times | CNBCOutro ponto de tensão surgiu após declarações do embaixador dos Estados Unidos na Turquia, Tom Barrack, sobre as Colinas de Golã. Segundo ele, a permanência israelense na região ainda estaria em desacordo com resoluções das Nações Unidas.
A declaração provocou reação do ministro da Defesa de Israel, Israel Katz. O governo israelense avaliou que a fala poderia contrariar a posição adotada por Trump em 2019, quando o então presidente americano reconheceu a soberania de Israel sobre as Colinas de Golã.
A possibilidade de interrupções prolongadas na navegação pelo Estreito de Ormuz também levou outras potências a discutir alternativas para o transporte de energia.
O presidente francês Emmanuel Macron e o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, devem tratar do tema em Paris. Segundo autoridades francesas, entre as possibilidades estão a ampliação de oleodutos e o aumento da utilização de portos localizados fora do Golfo.
O Estreito de Ormuz é estratégico para o mercado global de energia e qualquer restrição à passagem de navios pela região pode provocar impactos sobre os fluxos de petróleo e derivados, além de aumentar a volatilidade dos preços internacionais.
Em Gaza, a violência continuou paralelamente às movimentações diplomáticas envolvendo Irã, Estados Unidos e outros países da região.
Autoridades de saúde do hospital Al-Aqsa Martyrs informaram que um ataque israelense no centro do território matou um palestino e deixou outro ferido.
O Exército israelense afirmou que a operação teve como alvo Sharif al-Hasanat, identificado pelas forças israelenses como um comandante do Hamas.
O cenário reforça a amplitude da crise regional, que envolve simultaneamente as negociações sobre o programa nuclear iraniano, a segurança do Estreito de Ormuz, as operações militares de Israel na região e os esforços internacionais para evitar uma escalada ainda maior do conflito.
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