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EUA atravessam Ormuz com caçadores de mísseis em operação inédita desde o início do conflito
Publicado 11/04/2026 • 14:36 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 11/04/2026 • 14:36 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Estreito de Ormuz permanece bloqueado enquanto Irã e EUA trocam acusações e negociações avançam sem acordo final à vista
Dois caçadores com mísseis guiados da Marinha dos Estados Unidos atravessaram o Estreito de Ormuz neste sábado (11), a primeira passagem desse tipo desde o início da guerra com o Irã, em 28 de fevereiro.
A travessia ocorre exatamente no dia em que representantes dos EUA e do Irã se reúnem em Islamabad para negociações de paz, com intermediários paquistaneses, e enquanto o presidente Donald Trump anunciou publicamente o início do processo de desbloqueio do estreito.
A operação foi realizada sem cooperação com as autoridades iranianas e sem incidentes, segundo o Wall Street Journal, que citou três autoridades americanas. O Axios, site de notícias americano, confirmou a ausência de coordenação com Teerã.
A decisão de cruzar Ormuz sem qualquer articulação com o governo iraniano carrega um recado político claro. Washington não pediu permissão nem informou Teerã sobre a movimentação, segundo o Axios. O objetivo declarado da operação, de acordo com o mesmo veículo, é transmitir confiança às embarcações mercantes de que a rota está apta para navegação.
O Irã havia bloqueado a passagem da maioria das embarcações pelo estreito em resposta aos ataques americanos e israelenses que marcaram o início do conflito. A reabertura de Ormuz era, teoricamente, uma das condições do cessar-fogo anunciado na terça-feira (7) entre Washington e Teerã.
Ainda neste sábado, Trump publicou em sua plataforma Truth Social que os EUA iniciaram o processo de desbloqueio de Ormuz como um favor a países de todo o mundo, citando nominalmente China, Japão, Coreia do Sul, França e Alemanha. Sobre esses países, o presidente foi direto ao afirmar que eles “não têm coragem ou vontade de fazer o trabalho por conta própria”.
A declaração reforça o tom de protagonismo americano que Washington vem adotando desde o início do conflito, posicionando os EUA como o único ator disposto a assumir o custo militar da operação em uma das rotas de energia mais importantes do planeta.
Ormuz é o ponto de passagem de cerca de 20% do petróleo consumido no mundo. Seu bloqueio pelo Irã provocou a maior disrupção no fornecimento global de energia em décadas, com impacto direto nos preços internacionais do petróleo e no abastecimento de países altamente dependentes dessa rota, como Japão, Coreia do Sul e China.
A travessia dos dois navios americanos não encerra o processo de desbloqueio, mas representa o primeiro movimento concreto para restabelecer a livre navegação no estreito desde o início da guerra.
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