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EUA concluem nova rodada de ataques contra o Irã em meio a mais interrupções no transporte marítimo
Publicado 18/07/2026 • 08:55 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 18/07/2026 • 08:55 | Atualizado há 3 meses
KEY POINTS
O Exército dos Estados Unidos informou neste sábado que encerrou a sétima noite consecutiva de ataques contra o Irã, enquanto Kuwait e Bahrein relataram ofensivas com projéteis iranianos e o transporte marítimo comercial segue enfrentando perturbações.
A frágil trégua assinada entre EUA e Irã no mês passado mostrou novos sinais de desmoronamento com a continuidade dos combates. O acordo provisório tinha como objetivo reabrir o estrategicamente vital Estreito de Ormuz e encerrar o conflito iniciado em 28 de fevereiro, após ataques norte-americanos e israelenses contra o Irã.
Segundo o Comando Central dos EUA (CENTCOM), os ataques — concluídos às 21h30 de sexta-feira, horário da Costa Leste — atingiram “infraestrutura logística militar, depósitos subterrâneos de armas e capacidades marítimas”.
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“CENTCOM continua responsabilizando o Irã sob a direção do Comandante em Chefe, enquanto aplica integralmente o bloqueio naval contra portos iranianos”, afirmou em publicação no X.
O Exército também disse que suas forças interceptaram diversos navios nos últimos dias. “Durante os três primeiros dias de retomada da implementação, as forças norte-americanas redirecionaram quatro embarcações comerciais, desativaram uma e abordaram outra para garantir total conformidade”, acrescentou o comunicado.
Enquanto isso, o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica afirmou ter bloqueado quatro embarcações neste sábado, quando tentavam atravessar o Estreito de Ormuz sob proteção dos EUA. “Em operação coordenada com mísseis e drones, todas foram paradas e imobilizadas no mar”, disse a agência estatal IRNA, citando o comando da Marinha da Guarda Revolucionária.
O Irã também parece ter mantido ataques contra alvos regionais. O Kuwait informou que suas defesas aéreas estavam “respondendo a ameaças hostis de drones” e relatou que um ataque iraniano contra sua estação de energia e dessalinização provocou incêndio, mas sem vítimas. Foi o segundo ataque em dois dias contra instalações de água no país, que depende em cerca de 90% da dessalinização para suprir sua demanda.
A Kuwait Airways anunciou o reagendamento da maioria de seus voos, culpando “ataques hostis com mísseis e drones após a agressão iraniana”.
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Siga o Times | CNBCJá o governo do Bahrein afirmou que seus sistemas de defesa aérea interceptaram diversos projéteis iranianos e acionaram sirenes para alertar a população. Na sexta-feira, o Irã declarou ter atacado forças norte-americanas na Síria e no Bahrein.
O presidente dos EUA, Donald Trump, insistiu que a guerra contra o Irã está indo bem. Em discurso em horário nobre na quinta-feira, afirmou: “Estamos igualmente vencendo no Irã, e vocês verão os frutos desse trabalho muito, muito em breve”.
Trump ameaçou atacar pontes e usinas de energia iranianas na próxima semana caso o país se recuse a voltar à mesa de negociações.
Ian Lesser, pesquisador do think tank GMF, com sede em Washington, disse à CNBC que há risco de os EUA e o Irã ficarem presos em uma “guerra sem fim”. “Existe esse risco, mas claro que já estivemos em uma guerra fria e ocasionalmente quente com o Irã por décadas”, afirmou. “Em certo sentido, isso é um erro de cálculo da atual administração. Mas também faz parte de um padrão da abordagem americana ao uso da força: temos enorme capacidade e destreza operacional, mas somos prejudicados por erros estratégicos”, acrescentou.
Os preços do petróleo fecharam em forte alta na sexta-feira devido à instabilidade no Oriente Médio. O Brent para setembro avançou 4,6%, a US$ 88,10 o barril, enquanto o WTI para agosto subiu 4,5%, a US$ 82,49 — ambos nos maiores níveis desde meados de junho. Na semana, os dois benchmarks acumularam cerca de 16% de valorização, com o Brent a caminho do terceiro ganho semanal consecutivo e o WTI do segundo.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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