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Conflito no Oriente Médio

Grupo de países acusa Israel de comprometer solução do conflito no Oriente Médio

Publicado 22/05/2026 • 17:04 | Atualizado há 3 semanas

KEY POINTS

  • Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Canadá e outros países afirmaram que a situação na Cisjordânia se deteriorou de forma significativa.
  • Declaração conjunta aponta que a violência de colonos israelenses atingiu “níveis sem precedentes” na região.
  • Nações também acusaram políticas do governo de Israel de enfraquecer estabilidade no Oriente Médio e comprometer perspectivas de paz.

Uma declaração conjunta divulgada nesta sexta-feira (22) por países da Europa, da Oceania e pelo Canadá elevou o tom contra o governo de Israel ao acusar o país de comprometer a estabilidade regional e enfraquecer as chances de uma solução negociada para o conflito no Oriente Médio.

O documento foi assinado pelos líderes do E4 – grupo formado por Reino Unido, França, Alemanha e Itália além de Canadá, Austrália, Nova Zelândia, Noruega e Países Baixos, e trata da situação na Cisjordânia.

Segundo o texto, o cenário no território palestino “se deteriorou significativamente”, enquanto a violência promovida por colonos israelenses alcançou “níveis sem precedentes”.

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Os países afirmaram ainda que “as políticas e práticas do governo de Israel”, incluindo o fortalecimento do controle israelense sobre a região, “estão minando a estabilidade e as perspectivas de uma solução de dois Estados”.

Na declaração, as nações reforçaram que “o direito internacional é claro” ao considerar “ilegais” os assentamentos israelenses na Cisjordânia.

Cobranças a Israel

Os governos signatários pediram que Israel interrompa a expansão dos assentamentos e suspenda o aumento de poderes administrativos ligados ao controle da região.

O grupo também cobrou que o governo israelense assegure responsabilização pela violência cometida por colonos e investigue denúncias envolvendo as forças israelenses.

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Além disso, os países defenderam que Israel respeite a custódia hashemita sobre os locais sagrados de Jerusalém e preserve os acordos históricos relacionados ao status quo da cidade.

Outra reivindicação apresentada no documento foi a suspensão das restrições financeiras impostas à Autoridade Palestina e à economia palestina.

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Ao final da declaração, os países reafirmaram o compromisso “inabalável” com uma paz “abrangente, justa e duradoura”, baseada em uma solução negociada de dois Estados e alinhada às resoluções do Conselho de Segurança da ONU.

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