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EXCLUSIVO CNBC: Presidente do Eurasia Group descarta nova escalada entre EUA e Irã apesar de ataques recentes a petroleiros
Publicado 07/07/2026 • 19:30 | Atualizado há 4 meses
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Publicado 07/07/2026 • 19:30 | Atualizado há 4 meses
KEY POINTS
A tensão no Oriente Médio deve persistir, mas sem uma nova escalada relevante entre Estados Unidos e Irã. Essa é a avaliação de Ian Bremmer, presidente do Eurasia Group, principal consultoria global de pesquisa e análise de risco político, em entrevista exclusiva à CNBC dos Estados Unidos.
O especialista analisou as expectativas para a cúpula da OTAN, que deve discutir a crise energética provocada pelos ataques recentes no Irã e no Líbano, além dos desdobramentos da guerra na Ucrânia.
Ao mencionar as expectativas para o encontro, Bremmer traçou um paralelo com a recente cúpula do G7, organizada por Emmanuel Macron em Biarritz, na França. O evento, segundo ele, gerou pouca repercussão de manchetes, mas produziu avanços reais em coordenação entre aliados.
O especialista projeta um padrão semelhante para a reunião da OTAN, apesar de Trump provavelmente criticar publicamente alguns aliados europeus que, na avaliação do próprio presidente americano, não corresponderam durante a guerra com o Irã, o tom geral deve ser de aproximação.
Bremmer citou gestos recentes do presidente americano, como elogios ao anfitrião do encontro, o presidente turco Recep Tayyip Erdoğan; a reaproximação com a premiê italiana Giorgia Meloni; e a expectativa em torno de uma nova liderança no Reino Unido.
Leia mais: ‘Eu só quero lealdade’: Trump critica Meloni e aliados europeus em chegada à cúpula da Otan
Trump já havia sugerido publicamente que a saída de Keir Starmer se deu à postura “fraca em relação ao Irã”, leitura que, segundo o analista, “não é bem esse o caso”.
O panorama de fundo, na opinião de Bremmer, mostra os europeus aumentando investimentos em defesa e a Ucrânia com desempenho militar mais consistente no campo de batalha. Sinais de que Trump não teve, até aqui, a capacidade de reformular a ordem global como pretendia, seja no Oriente Médio, na guerra entre Rússia e Ucrânia ou na relação com a China.
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Siga o Times | CNBCPara o especialista, “esta cúpula da OTAN vai gerar bastante cobertura, muitas manchetes, mas eu não acho que vá mudar muita coisa”.
Questionado sobre o aumento nas projeções de risco de escalada com o Irã feito por alguns grupos de análise de política energética, após ataques recentes a navios comerciais na região, Bremmer discordou da leitura.
“Não, não estamos fazendo o mesmo”. Segundo ele, é bastante provável que haja novos confrontos entre Israel e o Hezbollah no Líbano, com possibilidade de esse cenário evoluir para confrontos adicionais entre Israel e o próprio Irã.
Ainda assim, o especialista pondera que os Estados Unidos não estão retirando integralmente suas capacidades militares da região, assim como o Irã não interrompeu por completo os ataques a petroleiros que cruzam a região.
Leia mais: Petróleo sobe após relato de ataque iraniano a navios no Estreito de Ormuz
Para o analista, esse tipo de movimento funciona como moeda de barganha em torno de quanto o Irã pretende obter financeiramente e qual nível de influência deve buscar sobre o estreito quando o prazo de 60 dias se esgotar.
Bremmer reforçou que nenhuma das partes envolvidas tem interesse real em reiniciar o conflito. “Muito menos o presidente Trump, que entende as implicações econômicas de uma escalada”. E acrescenta, “o bloqueio estava custando mais aos americanos do que estava rendendo”.
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