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Guerra encarece fretes e trava rotas que impactam o Brasil, diz CEO para a América Latina da Scan Global Logistics
Publicado 31/03/2026 • 18:21 | Atualizado há 17 horas
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Publicado 31/03/2026 • 18:21 | Atualizado há 17 horas
KEY POINTS
A guerra no Oriente Médio já produz efeitos concretos sobre a logística global, com alta expressiva nos custos de transporte, interrupções de rotas e escassez de capacidade, cenário que impacta diretamente o comércio internacional e o Brasil. É o que afirma Gabriel Carvalho, CEO para a América Latina da Scan Global Logistics, em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC nesta terça-feira (31);
Ele explica que, apesar da distância geográfica da região em conflito, os efeitos são inevitáveis. “Tudo é muito conectado hoje. Qualquer ruptura na cadeia logística global impacta diretamente os custos e chega ao consumidor final”, afirmou.
Segundo Carvalho, o aumento do preço do petróleo tem efeito imediato sobre o transporte marítimo, já que cerca de 60% do custo de uma viagem está ligado ao combustível. Com isso, os reajustes são rapidamente repassados ao mercado. “Os fretes de importação da Ásia para o Brasil mais do que dobraram em cerca de 30 dias”, disse. Ele destacou ainda que a pressão vem se intensificando ao longo do último mês.
Além do combustível, o risco elevado na região tem afetado a operação logística. O especialista explica que seguros marítimos dispararam e embarques foram cancelados, criando um efeito de represamento de cargas.
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“Hoje não há serviços regulares de navios para países próximos à região, porque não há garantia de operação e as seguradoras não aceitam o risco”, afirmou.
O impacto é relevante para o Brasil, especialmente nas exportações. “O país é um grande exportador de produtos refrigerados para o Oriente Médio, e essas cargas estão sendo afetadas diretamente”, completou.
Outro fator crítico é a dificuldade de abastecimento. Segundo o executivo, há um descompasso entre o preço do petróleo no mercado e a disponibilidade física do produto.
“Hoje você não encontra combustível suficiente para abastecer os navios, o que já provoca cancelamentos de saídas e redução de serviços”, afirmou.
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Esse cenário reduz a capacidade disponível e pressiona ainda mais os preços. “Quando há escassez de espaço, o frete sobe. E é isso que estamos vendo agora.”
Mesmo em um cenário de encerramento imediato da guerra, a normalização não seria rápida. Carvalho destaca que a recuperação depende da recomposição da infraestrutura energética e logística da região. “Não é algo que se resolve da noite para o dia. Refinarias foram atingidas e a retomada leva tempo”, afirmou.
Segundo ele, os efeitos podem se estender por meses, com risco de repetir impactos vistos durante a pandemia, como inflação logística e falta de mercadorias.
No recorte regional, o executivo avalia que a América Latina segue relevante, e o Brasil ocupa posição central.
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“O Brasil continua sendo o grande protagonista da região, com volume, mercado e atração de investimentos”, afirmou, citando o interesse de multinacionais em infraestrutura portuária no país.
Ele também mencionou o porto de Chancay, no Peru, construído com apoio chinês, mas que ainda não opera em plena capacidade. “É uma estrutura enorme, mas ainda sem integração completa com a região”, disse.
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