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Irã promete ataques “devastadores” contra EUA e Israel após ameaças de Trump
Publicado 02/04/2026 • 20:12 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 02/04/2026 • 20:12 | Atualizado há 2 horas
Jack Guez / AFP
Forças de segurança israelenses e equipes de resgate inspecionam o local de um ataque iraniano que atingiu um bairro residencial em Petah Tikva, em 2 de abril de 2026
Novas explosões atingiram o Irã nesta quinta-feira, após as ameaças de bombardeios massivos do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, enquanto Teerã prometia ataques “devastadores” contra EUA e Israel.
Após mais de um mês de conflito, que já deixou milhares de mortos em todo o Oriente Médio, o secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, alertou que a situação pode evoluir para uma guerra mais ampla e pediu um cessar-fogo imediato entre Estados Unidos, Israel e Irã.
O Exército iraniano afirmou que realizará ataques “devastadores” contra Israel e Estados Unidos “até sua humilhação, desonra, arrependimento permanente e rendição”, em resposta ao discurso de Trump, que prometeu continuar os bombardeios por duas ou três semanas, até que o país “volte à Idade da Pedra”.
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“Trump diz muitas coisas. É muito difícil ler sua mente”, afirmou um morador de Teerã, operador de bolsa, de 30 anos, à AFP. “Mas abandonar a guerra nesta situação é uma vitória para a República Islâmica”, acrescentou.
O discurso foi o primeiro de Trump desde o início dos ataques de Israel e Estados Unidos, em 28 de fevereiro, e reduziu as expectativas de desescalada nos mercados financeiros e de petróleo.
O Exército israelense informou ter interceptado mísseis disparados do Irã, além de ataques do Hezbolá, no Líbano, e a detecção de um míssil vindo do Iêmen, durante a Páscoa judaica. A ofensiva terrestre de Israel no Líbano provocou um êxodo em massa, e a diretora da Organização Internacional para as Migrações (OIM), Amy Pope, alertou que o risco de deslocamento prolongado é “muito alarmante”, com regiões “completamente arrasadas”.
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Enquanto isso, a guerra desestabiliza a economia global, sobretudo devido ao bloqueio do Estreito de Ormuz, uma rota estratégica para o transporte de petróleo do Golfo. Em Teerã, bombardeios causaram danos graves ao Instituto Pasteur do Irã, enquanto explosões atingiram diversos bairros da capital.
O Irã também manteve ataques contra aliados dos Estados Unidos, e os Emirados Árabes Unidos informaram ter interceptado 19 mísseis e 26 drones.
Mesmo sob ataques, moradores de Teerã aproveitaram o último dia do Noruz (Ano Novo persa) para se reunir no parque Mellat, com churrascos e uso de narguilé, segundo fotógrafo da AFP.
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Outro morador, que não se identificou, relatou que a rotina foi alterada pela presença ampliada de integrantes da Guarda Revolucionária nas ruas. “Eles estão lá para mostrar que continuam no poder e que nada vai mudar”, disse.
O Irã continuou a lançar projéteis contra Israel, que registrou quatro feridos leves na região de Tel Aviv. A situação levou muitos israelenses a celebrar a Páscoa judaica em abrigos subterrâneos, buscando proteção contra os ataques.
“Pelo menos aqui no abrigo podemos sentar e esperar passar”, afirmou um escritor identificado como Jeffrey, em um bunker em Tel Aviv.
A Guarda Revolucionária do Irã prometeu manter fechado o Estreito de Ormuz para os “inimigos” do país. Pela rota passa cerca de 20% das exportações globais de petróleo, e os preços da commodity voltaram a subir após o discurso de Trump, revertendo queda anterior.
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O Reino Unido liderou uma reunião online com cerca de 40 países, que defenderam a “reabertura imediata e incondicional” do estreito.
O secretário-geral do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) pediu ao Conselho de Segurança da ONU autorização para o uso da força a fim de liberar a passagem. Já o Irã afirmou que trabalha em um protocolo com Omã para garantir a segurança da navegação “em tempos de paz”.
Apesar das tensões, o regime mantém apoio interno. “Seguiremos adiante, não importa quanto tempo leve”, afirmou Musa Nowruzi, de 57 anos, durante o funeral de um comandante da Guarda Revolucionária morto em ataque israelense. “Resistiremos até o fim”, disse.
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