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CNBCPetróleo cai 5% após Trump dizer que negociações com Irã avançam para reabertura do Estreito de Ormuz

Conflito no Oriente Médio

Queda do petróleo sinaliza aposta do mercado em avanço nas negociações entre Irã e EUA; entenda

Publicado 25/05/2026 • 12:00 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • A reação do petróleo e do ouro indica que investidores começam a enxergar possibilidade de redução das tensões envolvendo Irã, Israel e Estados Unidos.
  • Segundo Ulisses Dias, uma eventual queda sustentada do petróleo pode reabrir espaço para cortes de juros pelo Federal Reserve.
  • Especialista afirma que o conflito no Oriente Médio já afeta diretamente tecnologia, inteligência artificial e expectativas globais de crescimento econômico.

A queda de cerca de 5% no preço do petróleo após a revisão da proposta norte-americana pelo Irã mostra que o mercado passou a enxergar uma possibilidade maior de desfecho para o impasse no Oriente Médio, afirmou o mestre em finanças pela Universidade de Sorbonne, Ulisses Dias.

Em entrevista nesta segunda-feira (25) ao Pré-Market, jornal do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, ele lembrou que os movimentos recentes dos mercados de petróleo e ouro refletem uma leitura de que as negociações podem caminhar para uma solução diplomática, embora ainda existam obstáculos importantes nas tratativas envolvendo Irã, Israel e Estados Unidos.

O mercado está falando para a gente que esse impasse está perto do final”, afirmou Dias durante a entrevista.

Petróleo e juros

O especialista destacou que a queda do petróleo pode aliviar pressões inflacionárias nos Estados Unidos e abrir espaço para uma futura redução de juros pelo Federal Reserve (Fed).

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Segundo ele, enquanto os preços da energia permanecem elevados, o banco central norte-americano tende a manter os juros em patamares elevados. “Petróleo em alta, inflação em alta. E aí o Fed tem que continuar com os juros nesses patamares quase recordes”, afirmou.

Dias explicou ainda que esse cenário também influencia diretamente o comportamento do ouro. De acordo com ele, ativos que não geram renda tendem a ganhar força em ambientes de juros mais baixos. “Ativos que não pagam renda precisam de quedas de juros para avançarem em preço”, disse.

O especialista também ressaltou o envolvimento direto do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nas negociações. Segundo ele, o republicano teria priorizado as conversas diplomáticas durante o fim de semana.

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Mercado cauteloso

Apesar da reação positiva inicial, Dias ponderou que o mercado ainda acompanha com cautela os desdobramentos das negociações, especialmente diante das incertezas envolvendo o programa nuclear iraniano e a posição do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu.

Para o especialista, o comportamento recente do petróleo também reflete o fato de que o conflito já vinha sendo precificado há meses pelos investidores. “O mercado tende a digerir aos poucos as novas informações”, afirmou.

Ele acrescentou que a commodity passou por um período de forte volatilidade nas últimas semanas, movimento que afeta empresas, bolsas e expectativas econômicas globais.

Impacto global

Segundo Dias, os efeitos do conflito vão além das relações diplomáticas entre os países envolvidos e atingem diretamente setores estratégicos da economia global.

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O especialista destacou que a energia exerce papel central no desenvolvimento da inteligência artificial e das grandes empresas de tecnologia, hoje responsáveis por parcela relevante da dinâmica do mercado acionário norte-americano.

A energia é a infraestrutura básica para o desenvolvimento da inteligência artificial”, afirmou.

Na avaliação dele, as negociações envolvendo o Oriente Médio passaram a influenciar diretamente as expectativas sobre crescimento econômico global e desempenho dos mercados financeiros. “Esse conflito não fala somente de uma relação entre dois ou três países, mas sim do futuro do crescimento da economia”, disse.

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