Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Navegação no Estreito de Ormuz desacelera após Irã declarar novamente fechamento da via estratégica
Publicado 22/06/2026 • 10:20 | Atualizado há 1 hora
ALERTA DE MERCADO:
Ibovespa abre em alta de 1% nesta segunda (22); dólar cai para R$ 5,13
Publicado 22/06/2026 • 10:20 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
Foto: Reprodução
Navio no Estreito de Ormuz
O tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz desacelerou ao longo do fim de se mana, segundo a empresa de inteligência marítima Windward, depois de o Irã anunciar que havia voltado a fechar a principal rota de escoamento de petróleo do mundo.
A atualização ocorre mesmo com dados do setor mostrando que petroleiros iranianos continuaram navegando pelo estreito, uma passagem estreita por onde normalmente transitam cerca de 20% do petróleo comercializado globalmente.
Houve uma recuperação no fluxo de petroleiros logo após os Estados Unidos e o Irã assinarem, na semana passada, um memorando de entendimento (MOU, na sigla em inglês) com 14 pontos. No entanto, os dados mais recentes indicam que essa retomada já perdeu força.
Leia também: Reabertura “incondicional” de Ormuz é vital para acabar com a crise energética, diz Agência Internacional de Energia
Uma análise publicada pela Windward mostrou que um total de 12 embarcações atravessou o Estreito de Ormuz no domingo, abaixo das mais de 21 registradas no dia anterior. Das oito embarcações que entraram na região, cinco estavam “no escuro” (“dark”), prática em que o navio desativa seu transponder do Sistema de Identificação Automática (AIS) para ocultar sua localização, identidade e destino.
“O perfil atual do tráfego: embarcações no escuro, sob sanções, ligadas ao Irã, lembrando mais o cenário do fim do bloqueio do que o de um estreito operando normalmente”, afirmou a Windward em publicação nas redes sociais no domingo.
A empresa de inteligência comercial Kpler informou na semana passada que pelo menos 20 petroleiros atravessaram o Estreito de Ormuz na quinta-feira, o maior volume de tráfego desde 2 de junho. Ainda assim, o número permanece muito abaixo dos níveis anteriores ao conflito, quando mais de 100 embarcações cruzavam diariamente o estreito, incluindo dezenas de petroleiros.
Leia também: Irã anuncia fechamento do Estreito de Ormuz em resposta aos ataques de Israel no Líbano
Uma análise separada publicada nesta segunda-feira pela consultoria marítima Lloyd’s List também concluiu que o tráfego comercial continuou passando pelo Estreito de Ormuz durante o fim de semana, contrariando as declarações do Irã de que havia fechado novamente a hidrovia.
No sábado, o Irã afirmou ter bloqueado o estreito estrategicamente importante, alegando violações do cessar-fogo após Israel manter ataques letais no sul do Líbano.
As Forças Armadas dos Estados Unidos negaram essas alegações, afirmando que a hidrovia permanece aberta e que “o Irã não controla o Estreito de Ormuz”.
Pelo menos 15 petroleiros do tipo Suezmax e Very Large Crude Carrier (VLCC), com bandeira iraniana, deixavam o Golfo de Omã com seus sinais AIS ativos até a noite de sábado, segundo a Lloyd’s List.
Estados Unidos e Irã realizaram negociações em um resort nas montanhas da Suíça no domingo para dar continuidade ao memorando de entendimento assinado por ambos na quarta-feira.
Segundo informações divulgadas, as duas partes avançaram nas discussões para chegar a um acordo final em até 60 dias. Entre os progressos estaria o compromisso de criar um comitê e um mecanismo para encerrar as hostilidades no Líbano.
Leia também: Petróleo fecha sem direção única com foco no Estreito de Ormuz após acordo entre EUA e Irã
Um alto funcionário do Paquistão e uma autoridade iraniana envolvidos nas negociações em Bürgenstock disseram à MS NOW que as conversas se estenderam até a madrugada e foram “construtivas, mas tensas”.
Siga o Times Brasil no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Seguir no GooglePelo memorando de entendimento, os dois países concordaram em reabrir o Estreito de Ormuz sem cobrança de tarifas por pelo menos 60 dias e encerrar todas as hostilidades, incluindo no Líbano, onde os confrontos persistem entre Israel e o Hezbollah, grupo apoiado pelo Irã.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que o país obteve isenções para exportações de petróleo e produtos petroquímicos, o fim do bloqueio aos seus portos, a liberação de parte de seus ativos congelados e o lançamento de um plano de reconstrução e desenvolvimento.
O presidente Donald Trump havia ameaçado novos ataques contra o Irã antes das negociações na Suíça.
“O Irã deve interromper imediatamente as ações de seus PROCURADORES altamente pagos no Líbano. Se não fizer isso, atacaremos o Irã novamente com muita força, assim como fizemos na semana passada — só que de forma ainda mais intensa!!!”, escreveu Trump em uma publicação nas redes sociais no domingo.
O vice-presidente JD Vance, que liderou a delegação dos Estados Unidos nas negociações, disse estar otimista com o resultado das conversas na Suíça, apesar da mais recente ameaça do Irã de fechar o estreito.
Ele também minimizou o impacto da violência no Líbano, afirmando que houve avanços para encerrar as hostilidades no país. “Essas situações são sempre um pouco complicadas”, disse Vance.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
Maiores Audiências
1
Explosão em empresa de produtos químicos em Itupeva mobiliza bombeiros; não há feridos
2
Acordo de US$ 60 bi mostra que SpaceX não é empresa de foguetes
3
Além da Quina de São João: veja os próximos sorteios especiais com prêmios milionários
4
Álbum da Copa 2026 ganha 120 novas figurinhas; veja quem entrou na coleção
5
Como o Claude Fable passou de grande aposta da I.A a uma crise de reputação para a Anthropic