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Trégua com Irã derruba gasolina nos EUA ao menor nível em semanas
Publicado 18/06/2026 • 18:00 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 18/06/2026 • 18:00 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
Os motoristas americanos voltaram a sentir alívio nos postos de combustíveis após a queda do petróleo provocada pelo acordo preliminar firmado entre Estados Unidos e Irã. Nesta quinta-feira (18), o preço médio nacional da gasolina recuou para US$ 3,999 (R$ 20,63) por galão, segundo dados da associação AAA Gas, ficando abaixo da marca de US$ 4 (R$ 20,64) pela primeira vez em várias semanas.
O movimento acompanha a reação dos mercados ao memorando de entendimento assinado na quarta-feira (17) pelos presidentes Donald Trump e Masoud Pezeshkian, que prevê a retomada gradual das operações comerciais no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo.
A redução dos preços ocorre após semanas de pressão provocada pelo conflito no Oriente Médio. De acordo com a AAA Gas, o valor médio da gasolina nos Estados Unidos está mais de 50 centavos de dólar abaixo do registrado há um mês, refletindo a melhora das expectativas para o abastecimento global.
Leia também: O que irá acontecer com o preço da gasolina quando o tráfego do Estreito de Ormuz reabrir?
O acordo firmado entre Washington e Teerã estabelece uma série de medidas para normalizar o fluxo de petróleo na região, incluindo a suspensão do bloqueio aos portos iranianos e o alívio de restrições sobre as exportações do país.
Responsável por cerca de um quinto do comércio global diário de petróleo, o Estreito de Ormuz voltou ao centro das atenções dos investidores. A expectativa é que a reabertura da hidrovia contribua para ampliar a oferta da commodity e reduzir os riscos de interrupções logísticas.
Apesar do otimismo inicial, analistas alertam que ainda existem incertezas relevantes. O memorando prevê isenção de tarifas para embarcações comerciais durante os próximos 60 dias, embora Trump tenha afirmado posteriormente que a navegação permanecerá livre de cobranças mesmo após esse período.
Leia também: Bessent minimiza impacto da crise com Irã após admitir alta da gasolina
Em relatório, a analista Yulia Zhestkova Grigsby, do Goldman Sachs, estimou que as exportações de petróleo do Golfo Pérsico devem retornar aos níveis observados antes do conflito até o fim de julho. Ainda assim, ela destacou que parte dos armadores continua cautelosa diante da falta de diretrizes operacionais mais claras para a navegação na região.
Segundo a especialista, a aversão ao risco entre transportadores marítimos e os desdobramentos das negociações nucleares envolvendo o Irã podem continuar influenciando o mercado nas próximas semanas.
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