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Conflito no Oriente Médio faz companhias aéreas cancelarem mais voos; veja quem foi afetado
Publicado 18/03/2026 • 13:22 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 18/03/2026 • 13:22 | Atualizado há 2 horas
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Foto: Freepik
Conflito no Oriente Médio: companhias
A intensificação dos conflitos no Oriente Médio continua ampliando as incertezas sobre um possível cessar-fogo e a retomada da normalidade na região. O cenário afeta diretamente países e empresas que dependem das rotas locais, como as companhias aéreas, que utilizam o espaço aéreo do Oriente Médio para operar voos internacionais.
Este cenário de cancelamento de voos que passam pelo Oriente Médio está acontecendo desde o início da guerra. A situação piorou quando um dos bombardeios dos Estados Unidos matou o Líder Supremo do Irã, Ali Khamenei, seus familiares e outros integrantes da alta cúpula iraniana.
Leia também: Alta do petróleo pressiona companhias aéreas dos EUA e ataque ao Irã agrava cenário
A nova guerra no Oriente Médio entre Estados Unidos, Irã e Israel parece longe de terminar. Mesmo com a pressão internacional para o fim do conflito, a guerra no local segue levando contratempos para diversos países que sequer estão envolvidos diretamente.
Além dos cancelamentos de voo, o fechamento do Estreito de Ormuz, principal rota marítima para envio do petróleo e outros materiais essenciais para energia, impacta diretamente na economia global.
A intensificação dos bombardeios impede, por questões de segurança, que companhias aéreas passem em cima dos locais em conflito. De acordo com informações da Reuters, muitas dessas empresas optaram por manter a rota bloqueada até uma data específica.
Confira quais companhias aéreas adotaram a medida para manter a segurança e evitar contratempos:
A principal companhia aérea da Grécia suspendeu voos para Tel Aviv, Beirute e Amã até 22 de abril, além de rotas para Erbil e Bagdá até 24 de maio. As operações para Dubai foram interrompidas até 19 de abril, enquanto os voos para Riad seguem cancelados até 18 de abril.
A companhia aérea letã AirBaltic informou o cancelamento de todos os voos para Tel Aviv até 5 de abril. Já as operações para Dubai permanecem suspensas até 24 de outubro.
A companhia aérea espanhola suspendeu todos os voos para Tel Aviv até 10 de abril.
Uma das maiores e mais tradicionais companhias aéreas da Europa também manteve a suspensão de voos para Tel Aviv e Beirute até 21 de março, além de suspender as operações para Dubai e Riade até 20 de março.
Principal empresa de Hong Kong informou o cancelamento de todos os voos de passageiros de Dubai e Riade, além das operações de carga na mesma rota até 30 de abril.
A gigante americana também manteve o cronograma de suspensão de voos. A empresa cancelou os voos de Nova York para Tel Aviv até 31 de março e no sentido inverso da rota até 1º de abril. A retomada da rota entre Atlanta e Tel Aviv também foi adiada, com operações para Tel Aviv suspensas até 4 de agosto.
A companhia aérea israelense informou que suspendeu os voos regulares até 21 de março.
A companhia aérea dos Emirados Árabes Unidos informou que passou a operar de forma reduzida após a reabertura parcial do espaço aéreo na região.
Outra companhia aérea tradicional dos Emirados Árabes Unidos também decretou que estava operando uma programação limitada de voos comerciais entre Abu Dhabi e destinos próximos.
A empresa finlandesa suspendeu os voos para Dubai até 29 de março e para Doha até 2 de abril, mantendo a decisão de evitar o espaço aéreo do Iraque, Irã, Síria e Israel.
Empresa saudita de baixo custo, a Flynas prorrogou a suspensão de voos para Dubai, Abu Dhabi, Sharjah, Doha, Bahrein, Kuwait, Iraque e Síria até 31 de março.
A British Airways, integrante do grupo IAG (International Airlines Group), manteve o cancelamento de voos para Amã, Bahrein, Dubai e Tel Aviv até 31 de maio e para Doha até 30 de abril. A companhia também incluiu novas rotas para Bangkok e Singapura, enquanto os voos para Abu Dhabi seguem suspensos.
A principal empresa aérea da Índia suspendeu as operações para Doha, Kuwait, Bahrein, Dammam, Fujairah, Ras Al Khaimah e Sharjah até 28 de março.
A companhia aérea japonesa suspendeu os voos entre Tóquio e Doha até 31 de março e o sentido contrário até 1º de abril.
A companhia aérea polonesa informou o cancelamento de todos os voos para Dubai até 28 de março e para Tel Aviv até 18 de abril. A LOT também suspendeu as operações para Riade até 24 de março e para Beirute no período entre 31 de março e 30 de abril.
O grupo alemão de aviação, que reúne Lufthansa, Austrian Airlines, Swiss International Air Lines, Brussels Airlines e ITA Airways, suspendeu os voos para Tel Aviv até 9 de abril. As operações para Beirute, Dubai, Amã, Erbil, Dammam e Abu Dhabi foram interrompidas até 28 de março.
Já as rotas para Teerã permanecem suspensas até 30 de abril e, para Riade, até 5 de abril, por razões operacionais.
A companhia aérea da Malásia suspendeu todos os voos para Doha até 28 de março.
A companhia aérea de baixo custo adiou seus voos para Tel Aviv e Beirute. A operação retornará em 15 de junho, em vez de 1º e 4 de abril, como estava previsto inicialmente.
A Pegasus Airlines anunciou o cancelamento de seus voos para Irã, Iraque, Amã, Beirute, Kuwait, Bahrein, Doha, Dammam, Dubai, Abu Dhabi e Sharjah até 12 de abril. Já os voos com destino a Riade, capital da Arábia Saudita, estão suspensos até 23 de março.
A tradicional companhia aérea do Qatar anunciou que irá operar um número reduzido de voos entre 18 e 28 de março.
O Ministério dos Transportes da Turquia informou que a Turkish Airlines cancelou voos com destino ao Iraque, Síria, Líbano, Jordânia, Doha, Dubai, Abu Dhabi, Kuwait, Bahrein e Dammam até 19 de março. Os voos para o Irã estão suspensos até 20 de março.
Por fim, a empresa da Hungria suspendeu os voos para Israel até 29 de março e para Dubai, Abu Dhabi, Amã e Jidá, partindo de destinos na Europa continental, até meados de setembro.
Leia também: Bolsas da Ásia fecham em alta mesmo com Guerra no Oriente Médio; ações de semicondutores lideraram
A nova guerra no Oriente Médio deve manter a economia global instável até o fim dos conflitos. Além da falta de abastecimento do petróleo, como já citado, as tensões na região impedem que diversos acordos diplomáticos sejam cumpridos.
A série de cancelamentos de voos pelas companhias aéreas ocorre após o início dos bombardeios dos EUA, cujo objetivo é encerrar o programa nuclear iraniano. Segundo o presidente Donald Trump, a posse de armas de destruição em massa pelo Irã coloca os Estados Unidos e seus aliados como os principais alvos de possíveis ataques.
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