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Coreia do Norte exibe mísseis intercontinentais em desfile com autoridades russas e chinesas
Publicado 11/10/2025 • 09:54 | Atualizado há 6 meses
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Publicado 11/10/2025 • 09:54 | Atualizado há 6 meses
KEY POINTS
A Coreia do Norte apresentou nesta sexta-feira (10) o que descreve como seu míssil balístico intercontinental mais poderoso, durante um desfile militar em Pyongyang que contou com a presença de autoridades da Rússia e da China, informou neste sábado (11) a agência estatal KCNA.
O evento marcou o 80º aniversário do Partido dos Trabalhadores e simbolizou a crescente aproximação entre o regime de Kim Jong Un e Moscou, em um momento em que a guerra na Ucrânia reforça a cooperação militar entre os dois países.
Entre os convidados estavam Dmitri Medvedev, vice-diretor do Conselho de Segurança da Rússia e aliado do presidente Vladimir Putin, o premiê chinês Li Qiang e o líder vietnamita To Lam. Eles se sentaram ao lado de Kim durante o desfile, segundo imagens divulgadas pela KCNA.

O desfile noturno exibiu mísseis balísticos intercontinentais Hwasong-20, além de mísseis de cruzeiro de longo alcance, veículos lançadores de drones e armamentos terra-ar e terra-terra. A KCNA descreveu o Hwasong-20 como o “sistema de armas nucleares estratégicas mais poderoso” da Coreia do Norte.
Milhares de pessoas lotaram as ruas da capital, vestidas com trajes tradicionais e empunhando bandeiras. Kim afirmou em discurso que o “invencível exército norte-coreano fortalece os esforços do partido para superar as dificuldades e acelerar a chegada de um futuro brilhante”.
O líder fez ainda uma referência às tropas norte-coreanas enviadas à Ucrânia para lutar ao lado das forças russas.
“O heroico espírito de luta demonstrado e a vitória alcançada por nossas forças armadas revolucionárias em campos de batalha estrangeiros (…) demonstraram perfeição ideológica e espiritual”, declarou Kim, segundo a KCNA.
A Coreia do Sul estima que cerca de 600 soldados norte-coreanos morreram e milhares ficaram feridos em combates na Ucrânia.
O desfile, segundo a KCNA, mostrou “o inesgotável potencial tecnológico de defesa do país e seu ritmo de desenvolvimento que o mundo não pode mais ignorar”.
O evento ocorreu poucos dias após Seul afirmar que “não se pode descartar” um possível encontro entre os líderes dos Estados Unidos e da Coreia do Norte à margem da cúpula da Apec, marcada para o fim de outubro na Coreia do Sul.
O presidente Donald Trump já se encontrou três vezes com Kim Jong Un durante seu primeiro mandato, sem chegar a um acordo sobre o programa nuclear norte-coreano. Desde então, Pyongyang se declarou um Estado nuclear irreversível.
“É fundamental encarar este desfile não como um evento isolado, mas como o ápice de uma mudança estrutural na geopolítica regional”, avaliou Seong-Hyon Lee, pesquisador visitante do Centro Asiático da Universidade de Harvard.
“Isso serve como um aviso claro de que a aliança entre Seul e Washington enfrentará um bloco trilateral consolidado e poderoso às suas portas”, concluiu.
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