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Decisão do Banco do Japão pode levar juros ao maior patamar em 30 anos
Publicado 18/12/2025 • 10:22 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 18/12/2025 • 10:22 | Atualizado há 3 meses
KEY POINTS
Colton Jones/Unsplash
Banco do Japão mantém juros em 0,5% e anuncia venda de ETFs acumulados.
O Banco Central do Japão iniciou na quinta-feira (18) sua última reunião de política monetária do ano, com a expectativa de elevar as taxas de juros de referência para o nível mais alto em 30 anos, enquanto busca avançar com a normalização da política iniciada no ano passado.
A decisão poderá elevar as taxas para 0,75%, o maior patamar desde 1995, com dados da LSEG indicando uma probabilidade de 86,4% de um aumento pelo Banco do Japão (BoJ).
Um aumento nos juros deve fortalecer o iene frente ao dólar e conter a inflação, que permanece acima da meta do BoJ há 43 meses consecutivos. No entanto, a medida pode desacelerar ainda mais a frágil economia japonesa, que registrou contração no terceiro trimestre.
Números revisados do PIB mostraram que a economia do Japão contraiu mais do que o estimado inicialmente, com queda de 0,6% em relação ao trimestre anterior e de 2,3% em termos anuais.
Com a alta dos juros quase certa, especialistas afirmam que o foco do mercado estará voltado para os comentários do BoJ após a decisão.
Sinais sobre a taxa neutra, ou terminal, aquela que equilibra a inflação e o crescimento econômico, e comentários sobre a fraqueza do iene serão alguns dos pontos a serem observados. O presidente do banco, Kazuo Ueda, teria dito ser difícil estimar a taxa terminal, situando-a entre 1% e 2,5%.
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O Japão iniciou a normalização no ano passado, abandonando o único regime de taxas de juros negativas do mundo, que vigorava desde 2016. Desde então, o BoJ tem mantido sua postura de elevar os juros gradualmente.
O banco holandês ING afirmou que, embora o mercado espere outro aumento em junho de 2026, é mais provável que o BoJ eleve os juros novamente apenas em outubro. Em contraste, o Bank of America estima um aumento em junho, podendo antecipar para abril caso o iene se desvalorize rapidamente.
O iene tem sido negociado na faixa de 154 a 157 contra o dólar desde novembro, tendo enfraquecido mais de 2,5% desde que a primeira-ministra Sanae Takaichi assumiu o cargo em outubro.
Uma taxa mais alta também elevará os rendimentos dos títulos (yields) e os custos de empréstimos para o governo japonês, que lançou seu maior pacote de estímulo desde a pandemia.
O jornal Nikkei informou que os custos de empréstimos do Japão podem dobrar se os rendimentos de referência subirem para 2,5%. Isso significaria que o pagamento de juros saltaria para 16,1 trilhões de ienes no ano fiscal de 2028.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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