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China intensifica ameaças após decisão sobre o Canal do Panamá que deu vitória importante a Trump
Publicado 04/02/2026 • 09:40 | Atualizado há 6 dias
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Publicado 04/02/2026 • 09:40 | Atualizado há 6 dias
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Depositphotos
O governo chinês condenou uma decisão da alta corte do Panamá, alertando que o país da América Central “inevitavelmente pagará um preço alto” a menos que mude de rumo.
A reprimenda ocorre logo após a Suprema Corte do Panamá decidir anular a licença da CK Hutchison, sediada em Hong Kong, para operar portos em ambas as extremidades do Canal do Panamá.
A decisão foi vista como uma vitória importante para as ambições de segurança do governo Trump no Hemisfério Ocidental, dado que a Casa Branca tornou o bloqueio da influência da China sobre a via navegável de importância crítica uma de suas principais prioridades.
Em um comentário publicado na terça-feira em sua conta no WeChat, o Escritório de Assuntos de Hong Kong e Macau do Conselho de Estado disse que a decisão “logicamente falha” e “totalmente ridícula” teve a oposição do governo chinês e do governo da Região Administrativa Especial de Hong Kong.
“As autoridades panamenhas devem reconhecer a situação e corrigir seu curso”, afirmou o Escritório de Assuntos de Hong Kong e Macau, de acordo com uma tradução do Google.
“Se persistirem em seu próprio caminho e permanecerem obstinados, inevitavelmente pagarão um preço alto em termos políticos e econômicos!”
Em um breve comunicado em 29 de janeiro, a alta corte do Panamá afirmou que os termos sob os quais a Panama Ports Company (PPC), subsidiária da CK Hutchison, administra o porto de Balboa, na costa do Pacífico, e Cristóbal, no lado atlântico do Canal do Panamá, violavam sua constituição.
A decisão ocorreu cerca de um ano depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou assumir o controle do Canal do Panamá, dizendo que a via navegável era “vital para o nosso país” e alegando que “está sendo operada pela China”.
Leia também: Trump assina projeto de financiamento para encerrar shutdown parcial nos EUA
Os comentários do Escritório de Assuntos de Hong Kong e Macau refletem uma escalada no tom em relação à resposta inicial da China à decisão.
Um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China disse na sexta-feira que a decisão era “contrária às leis que regem a aprovação das franquias relevantes pelo Panamá, e que as empresas reservarão todos os direitos, incluindo processos judiciais”.
Pequim afirmou que tomaria todas as medidas necessárias para salvaguardar os direitos e interesses legítimos das empresas chinesas. A PPC, que detém o contrato para operar os portos de Balboa e Cristóbal desde a década de 1990, também afirmou que a decisão era inconsistente com a estrutura legal relevante.
A CK Hutchison, por sua vez, disse na quarta-feira que iniciou processos de arbitragem internacional contra o Panamá depois que o país anulou suas licenças para operar dois portos no Canal do Panamá. Em um comunicado, a empresa disse que a PPC buscaria “indenizações vultosas” devido à decisão, sem especificar os danos pleiteados.
As ações da CK Hutchison subiram mais de 2% na quarta-feira. O papel já saltou mais de 23% até agora este ano.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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